Morte de Ruy Ferraz completa um ano e investigação aponta vingança do PCC

Um ano após a execução do ex – delegado – geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, as investigações seguem apontando o envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital) no crime. A data é marcada nesta terça – feira (15). Ruy foi morto com pelo menos 20 tiros de fuzil em setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral paulista, após uma perseguição que terminou com o capotamento de seu carro.
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De acordo com o Ministério Público, a motivação do ataque foi uma vingança ordenada pela facção. A ordem teria partido devido à atuação do delegado, que dedicou mais de quatro décadas ao combate ao grupo criminoso. O planejamento começou em março de 2025, com o roubo de veículos, a compra de armas e a definição de imóveis que serviriam como bases de apoio para os criminosos.
Planejamento e execução do crime
No dia 15 de setembro, Ruy Ferraz Fontes foi alvo de uma emboscada. Durante a fuga, o carro da vítima foi atingido por um ônibus, capotou e, em seguida, os criminosos efetuaram mais de 20 disparos de fuzil. Após a execução, os veículos usados pelos suspeitos, todos roubados, foram abandonados e um deles incendiado para apagar vestígios.
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A polícia afirma que a ação criminosa foi meticulosamente planejada. Os executores demonstraram conhecimento técnico, perseguindo Fontes antes de realizar os disparos. Os carros abandonados e queimados indicam a tentativa de dificultar a investigação.
Suspeitos presos e soltos
Até a última atualização do caso, 12 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público. Desse total, oito permanecem presas e cinco foram soltas por determinação da Justiça. Entre os detidos estão nomes como William Silva Marques, dono de um imóvel usado pelos criminosos, e Felipe Avelino da Silva, o “Mascherano”, apontado como disciplina do PCC.
Em novembro do ano passado, a Justiça de São Paulo mandou soltar cinco dos 12 indiciados pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa). Entre eles estão Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista (o Fofão) e Rafael Marcell Dias Simões (o Jaguar.
Já em janeiro deste ano, três suspeitos foram presos e são apontados como integrantes da ‘Sintonia Restrita’ — um braço armado de elite e inteligência dentro do PCC. São eles: Manoel Alberto Ribeiro Teixeira (Manezinho), Fernando Alberto Teixeira (Azul ou Careca) e Marcio Serapião de Oliveira (Velhote ou MC.
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Carreira e legado de Ruy Ferraz Fontes
Ruy Ferraz Fontes tinha mais de 40 anos de carreira na Polícia Civil. Foi delegado – geral e pioneiro no combate ao crime organizado em São Paulo, realizando o primeiro mapeamento da facção. Em 2006, foi responsável por indiciar toda a cúpula do PCC, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Desde então, o delegado vivia sob ameaça de morte. No momento da execução, aos 63 anos, ocupava o cargo de secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande. O secretário estadual de Segurança Pública, Nico Gonçalves, afirmou que a atuação de Ruy contra assaltos a bancos pode ter sido a causa do crime. “Não dá pra um delegado de polícia que atuou tanto ser morto e a gente não ter achado a motivação”, declarou.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



