Moraes autoriza Flávio e Carlos Bolsonaro a visitar Filipe Martins na prisão em setembro de 2026

Moraes autoriza visitas de Flávio e Carlos Bolsonaro a Filipe Martins, condenado por tentativa de golpe, em meio a novas investigações sobre sua prisão.

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o senador Flávio Bolsonaro e seu irmão Carlos Bolsonaro a visitarem Filipe Martins, ex – assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Jair Bolsonaro, condenado por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

A decisão foi assinada nesta terça – feira, dia 25.

A visita de Carlos está marcada para domingo, 30, das 13h às 14h 30. Já Flávio poderá vê – lo em 5 de setembro, no mesmo horário. Moraes também liberou as visitas de Barbara Destefani, no sábado, dia 29, e de Ricardo Arruda, em 6 de setembro.

Todas as visitas devem obedecer às regras da Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), onde Martins se encontra preso.

Condenação e contexto jurídico

Filipe Martins foi condenado pelo STF a uma pena de 21 anos de prisão devido à sua participação na tentativa de golpe após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. A autorização para essas visitas surge logo após uma recente decisão da Justiça dos Estados Unidos sobre os registros migratórios que foram utilizados em 2024 no processo que levou à prisão preventiva de Martins.

Em audiência realizada na Flórida, o juiz federal Gregory A. Presnell considerou que houve “dano considerável” a Martins e determinou que o governo americano avance nas investigações sobre como o registro foi inserido e quem foi o responsável por isso.

O ex – assessor ficou cerca de seis meses preso preventivamente em 2024, sob a suspeita de ter viajado aos Estados Unidos com Jair Bolsonaro no final de 2022, algo que sua defesa sempre negou.

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Envolvimento na trama golpista

As investigações indicam que Martins teve uma participação ativa na articulação golpista montada após a derrota eleitoral de Bolsonaro em 2022. Como um dos assessores mais próximos do ex – presidente, ele atuou como emissário em reuniões e colaborou na elaboração da chamada “minuta do golpe”.

A primeira turma do STF concluiu que Filipe Martins teve um papel direto nas articulações visando impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Essa atuação resultou em uma das penas mais severas proferidas nos julgamentos relacionados aos núcleos 2, 3 e 4 da trama golpista — totalizando 21 anos de reclusão.