Moraes autoriza busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, fonte de jornalista no Maranhão

Moraes autoriza operação que investiga Raimundo Cutrim, implicado em reportagens sobre uso indevido de viaturas oficiais no Maranhão.

11/08/2026 20:20

3 min

Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF
Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça – feira (11) uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex – secretário de Segurança Pública do Maranhão. Cutrim é apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens que abordam o suposto uso indevido de carros oficiais pelo ministro e seus familiares.

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A investigação teve início a partir de reportagens publicadas por Pablo, que criticaram o uso de viaturas do Tribunal de Justiça do Maranhão por parentes do governador Flávio Dino. Em março, Moraes já havia tomado medidas relacionadas ao caso, mencionando indícios do crime de perseguição (art. 147 – A do Código Penal) e possíveis vínculos com o inquérito das fake news.

Detalhes da operação

A nova operação foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria – Geral da República (PGR). A decisão do ministro se baseou na análise dos dados extraídos pela PF, que identificaram Cutrim como a fonte das reportagens de Luís Pablo.

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Os advogados de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite Filho e José Berilo de Freitas Leite Neto, emitiram uma nota afirmando que ainda não tiveram acesso à íntegra dos autos, que tramitam sob sigilo no STF. Eles expressaram preocupação com a exposição da fonte jornalística, citando a proteção garantida pelo artigo 5º, inciso XIV, da Constituição.

Posicionamentos envolvidos

Procurado para comentar sobre o assunto, o jornalista Luís Pablo negou qualquer intenção de perseguir o carro do ministro ou de seus familiares. Ele afirmou que as informações sobre o uso indevido do veículo oficial são comprovadas e negou ter recebido pagamento para publicar as reportagens.

A assessoria do ministro Flávio Dino rechaçou as acusações e declarou que não houve irregularidades no uso do veículo em questão. De acordo com eles, tratava – se de um carro blindado cedido pela Secretaria de Segurança do STF, em conformidade com um acordo de cooperação entre tribunais no Brasil.

Monitoramento e segurança

A nota da assessoria também apontou que a investigação revelou um monitoramento clandestino sobre o ministro e sua família, abrangendo veículos particulares. Além disso, mencionou que imagens foram capturadas dos filhos menores de idade por pessoas que não seriam jornalistas.

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Em resposta às descobertas, o gabinete anunciou mudanças nos esquemas de segurança do ministro e planeja solicitar reforços adicionais. Aliados de Dino relataram à CNN Brasil que o carro particular do ministro estava sendo seguido e acusaram Luís Pablo de tentar cobrar R 100 mil para veicular suas reportagens — uma afirmação prontamente negada pelo jornalista.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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