Moraes arquiva investigação sobre Havan após conclusão da PGR sobre atos antidemocráticos
Moraes encerra investigação após a PGR concluir que não há provas suficientes para responsabilizar a Havan por atos antidemocráticos em 2022.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou uma investigação que buscava apurar se a Havan, empresa de Luciano Hang, tinha apoiado manifestações antidemocráticas e o bloqueio de uma rodovia após as eleições de 2022. A decisão foi formalizada em 6 de agosto e atendeu a um pedido da Procuradoria – Geral da República (PGR), que concluiu não haver provas suficientes para responsabilizar Hang e os representantes da companhia.
A investigação começou a partir de atos realizados no dia 3 de novembro de 2022, nas proximidades de uma loja da Havan localizada às margens da BR 470, em Rio do Sul, Santa Catarina. O objetivo era esclarecer se os representantes da loja de departamentos permitiram que manifestantes utilizassem o espaço ou teriam prestado algum tipo de apoio aos protestos.
Resultados das apurações
Segundo informações da Polícia Federal (PF), ficou comprovado que manifestantes realmente utilizaram o espaço físico da Havan durante as manifestações. Contudo, as diligências realizadas não foram suficientes para concluir que a empresa havia autorizado esse uso ou colaborado com os atos.
A PGR enfatizou que os manifestantes defendiam ações como intervenção militar, fechamento do STF, anulação das eleições presidenciais e prisão do ex – presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, foram registrados bloqueios nas rodovias com barreiras físicas, detritos e pneus incendiados pelos participantes dos protestos. Durante a investigação, a PF realizou oitivas com diversas pessoas, incluindo a gerente da unidade da Havan em Rio do Sul e o diretor – presidente da empresa.
Decisão da Procuradoria – Geral da República
No pedido de arquivamento apresentado à Justiça, a PGR destacou que, apesar do uso das dependências da loja pelos manifestantes ter sido constatado, não foram encontrados elementos que demonstrassem envolvimento direto dos responsáveis pela Havan nos bloqueios ocorridos.
A decisão foi recebida com alívio por parte dos representantes da empresa, que sempre negaram qualquer envolvimento nas atividades antidemocráticas.
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A conclusão das investigações marca um desfecho importante para a Havan e seus dirigentes, que enfrentaram intensa pressão pública após os eventos relacionados às manifestações. Com o arquivamento do caso, o caminho parece mais claro para Luciano Hang e sua empresa avançarem sem os riscos legais decorrentes dessa situação.