Molares de denisovanos encontrados em caverna na China revelam a vida desses parentes humanos
Proteínas preservadas ampliam as evidências sobre os denisovanos, enquanto a caverna de Bianfu indica ocupação em área biodiversa acima de 2.000 metros.
Cientistas extraíram proteínas antigas de dois molares encontrados na caverna de Bianfu, na província de Yunnan, no sudoeste da China. Os dentes pertenciam a denisovanos, grupo identificado por características próprias, como sulcos e cristas exclusivos da espécie.
Os achados ajudam a revelar a presença desses hominídeos antigos em diferentes ambientes de cavernas. Na caverna de Bianfu, escavações também encontraram um fragmento de crânio, enquanto outro material localizado no local foi associado à vida dos denisovanos.
Vestígios encontrados na caverna de Bianfu
A análise dos dois molares permitiu aos cientistas retirar proteínas antigas preservadas nos dentes. O material amplia o conjunto de vestígios usados para identificar os denisovanos, especialmente porque os molares apresentam marcas consideradas exclusivas da espécie.
As características observadas nos dentes incluem sulcos e cristas. Esses elementos ajudam a diferenciar os denisovanos de outros hominídeos antigos e fazem dos molares uma parte importante das descobertas realizadas na caverna de Bianfu.
O local fica no sudoeste da China, em uma área descrita como periférica ao Planalto Tibetano. As escavações na caverna de Bianfu foram registradas na província de Yunnan, onde também foi desenterrado um fragmento de crânio.
As imagens das escavações foram creditadas a Canção Xing. O mesmo nome aparece associado ao registro dos dentes dos denisovanos e ao fragmento de crânio encontrado na caverna de Bianfu.
Ambiente ocupado pelos denisovanos
Li afirmou que a caverna está acima de 2.000 metros, embora não esteja em uma altitude muito elevada. “Estamos na periferia do Planalto Tibetano, acima de 2.000 metros, mas não em uma altitude muito elevada”, disse Li.
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Na avaliação apresentada por Li, a região reunia condições capazes de oferecer recursos aos hominídeos antigos. “Este é um ponto de grande biodiversidade e teria fornecido recursos valiosos para os hominídeos antigos desta região”, afirmou.
A presença de materiais em diferentes cavernas também aparece nas referências aos denisovanos. A caverna Denisova, na Sibéria, foi o local onde foram encontrados restos mortais de denisovanos, neandertais e Homo sapiens.
Outro achado citado é um rádio encontrado na caverna. Esse osso do braço é apresentado como o primeiro rádio de um denisovano conhecido, ampliando os vestígios corporais associados ao grupo.
Os molares, o fragmento de crânio e o rádio compõem registros distintos da presença dos denisovanos em cavernas. Juntos, esses achados mostram como dentes, ossos e proteínas antigas podem contribuir para a identificação dos hominídeos encontrados nesses locais.