Ministro Haddad alerta: Crise do petróleo ameaça economia! 🚨 Preços sobem com ataques EUA-Irã e risco de decisões erradas. “Tarifaço” volta a assombrar? Banco Central decide corte de juros em breve!
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, emitiu um alerta nesta terça-feira, 10 de março de 2026, sobre a necessidade de cautela em relação ao impacto da guerra no Oriente Médio nos preços do petróleo. A declaração veio após o petróleo Brent atingir US$ 100 por barril na segunda-feira, 9 de março, devido à escalada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã.
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Haddad enfatizou que o Brasil deve evitar decisões precipitadas. Ele usou como exemplo o período do “tarifaço” de 2025, quando o pânico gerado por setores da direita política alimentou temores de uma crise econômica e de submissão a pressões externas. “Nós não podemos correr risco de tomar decisões açodadas.
Você lembra no caso do tarifaço? No caso do tarifaço, houve um pânico gerado pela extrema direita de que aquilo ia quebrar a economia brasileira e que o Brasil finalmente ia se render ao império do norte, que ia ter que aceitar as exigências deles em relação ao Bolsonaro, e nada disso aconteceu”, disse o ministro.
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Segundo Haddad, o preço do petróleo está em constante variação e o Brasil precisa analisar cuidadosamente a situação, estabelecendo cenários e avaliando os possíveis impactos na política econômica do país. Ele ressaltou a importância de considerar o pior cenário, assim como foi feito durante a crise do “tarifaço”. “E nós temos que observar, verificar o andar das coisas, estabelecer cenários, como nós fizemos no caso do tarifaço, desenhar cenários, o cenário A, o cenário B, o cenário C, desenhar o pior cenário também”.
Ao comentar sobre a política monetária, o ministro da Fazenda afirmou que o Banco Central é autônomo e que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidirá em 17 e 18 de março se iniciará o corte da taxa de juros, conforme sinalizado na ata da última reunião.
A taxa Selic atingirá o maior patamar desde 2006.
Haddad explicou que o Banco Central administra a taxa de juros, como um médico administra uma dose de remédio para combater a inflação. “Nós temos uma doença [inflação], um remédio [taxa de juros], e o que o Banco Central faz é administrar a dose.
Não faz outra coisa a não ser administrar a dose. Com base no quê? Nos dados, nas expectativas. O Banco Central é independente, porque ele tem uma metodologia de trabalho que vai seguir. Vamos ver o que vai acontecer. Eu não posso antecipar, porque eu não sei.
Não voto no Copom”, concluiu o ministro.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.