Ministro autoriza operação da PF para investigar esquema com cotas parlamentares

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta – feira (1º) a terceira etapa da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II. A investigação apura um suposto esquema complexo que desvia recursos públicos das cotas parlamentares e teve suas medidas autorizadas pelo ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal.
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As ações policiais visam investigar o uso irregular dos valores destinados aos deputados na Câmara dos Deputados em nome ligado ao líder do PL no Congresso Nacional; embora Sóstenes Cavalcante não seja alvo direto desta fase específica, ele foi investigado nas etapas anteriores por envolvimento com os esquemas apontados pela corporação federal.
A terceira etapa da Operação Rent a Car
Nesta rodada de buscas, cinco mandados foram cumpridos simultaneamente nos estados do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. Os alvos são três pessoas físicas — incluindo empresários e advogados —, além das diligências terem atingido duas empresas jurídicas relacionadas aos indivíduos sob investigação.
Segundo informações divulgadas pelos investigadores, o foco atual está em agentes particulares ligados ao esquema; não há assessores diretos dos deputados entre aqueles que receberam as ordens para busca nesta fase específica. As investigações apontaram indícios fortes sobre um sistema envolvendo diversos setores: desde agentes públicos até terceiros envolvidos no desvio desses valores de cotas parlamentares através da criação ou uso fraudulento dessas entidades corporativas.
Detalhes do possível desfalque com verbas públicas
A cota é definida como valor mensal destinado a custear os gastos inerentes à função legislativa. Esse dinheiro deve cobrir diversas necessidades, tais como passagens aéreas e hospedagem em viagens oficiais; também cobre alimentação, manutenção básica dos escritórios eleitos, além das contratações necessárias para consultorias externas e aluguel veicular.
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Os apuramentos indicam que contratos falsos foram utilizados especificamente no setor de locação de veículos: essa prática visava dar uma aparência legalidade ao processo real de desviamento desses recursos públicos.
Além disso, há suspeitas sobre o desvio contínuo do recurso da cota parlamentar mesmo após a empresa responsável pela locação ter sido dissolvida irregularmente. A Polícia Federal apreendeu dinheiro vivo, joias caras e um montante significativo dentro de objeto decorativo simulando livro falso em endereço ligado aos advogados envolvidos com Sóstenes Cavalcante na capital federal.
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Investigações anteriores revelam movimentações milionárias
A investigação teve início mais cedo, por meio das diligências realizadas contra assessores ligados ao grupo político dos deputados; foi necessária uma análise minuciosa que incluiu mensagens trocadas via celular e o rompimento do sigilo bancário para identificar os indícios iniciais da operação. Em dezembro passado — desdobramento anterior desta mesma Operação Rent a Car —, foram apreendidas más de R460 mil em espécie no endereço ligado à esfera política. Na ocasião, também se apurou um volume suspeito próximo aos R 27 milhões movimentado pelos respectivos assessores.
Na época dessa primeira fase mais ampla das buscas, Carlos Jordy negou qualquer irregularidade na gestão dos recursos públicos; ele classificou inclusive toda ação como uma perseguição ou até mesmo “covarde”. A Polícia Federal mantém o foco nos indícios que apontam para possíveis tentativas de ocultar provas e caracterizar fraude processual durante todo esse esquema financeiro complexo.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



