Ministério da Saúde considera suspensão temporária da fluoretação da água devido à falta de insumo
A possível suspensão da fluoretação da água pode impactar a saúde pública, enquanto o ministério busca alternativas para contornar a crise do insumo.
O Ministério da Saúde está considerando a suspensão temporária da adição de flúor à água potável devido à escassez de ácido fluossilícico, um insumo essencial para o processo de fluoretação. A decisão sobre essa medida dependerá de estudos técnicos e da implementação de ações de contingência.
Contudo, a pasta não especificou se a suspensão será efetivamente realizada ou qual seria o prazo para uma eventual decisão.
A discussão em torno da fluoretação ganhou destaque após a judicialização do tema. No dia 19 de agosto, a Abcon (Associação Brasileira das Empresas de Saneamento) acionou o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), pedindo a suspensão temporária da fluoretação enquanto durar a falta do insumo.
Impactos da escassez do insumo
A crise pela falta de ácido fluossilícico é diretamente relacionada à Guerra no Oriente Médio, que afetou a produção desse produto. O ácido é derivado do fertilizante, cuja disponibilidade foi comprometida pelo conflito. Como resultado, as atividades do único fabricante nacional desse insumo foram paralisadas, levando à interrupção de sua oferta no mercado brasileiro.
A Abcon relatou que tentou contato com o Ministério da Saúde em cinco ocasiões entre junho e agosto, alertando sobre a escassez do ácido no mercado. No entanto, até o momento, nenhuma medida eficaz foi adotada pela pasta para enfrentar essa situação crítica.
Desde junho, quando a fabricação do produto foi interrompida, os estoques têm diminuído e os preços dispararam, com um aumento superior a 300%. O ministério afirmou que está monitorando os estoques de ácido fluossilícico no Brasil em colaboração com entidades do setor.
Além disso, prometeu apoiar o mapeamento de fornecedores tanto nacionais quanto internacionais para possibilitar a compra emergencial do insumo necessário.
Leia também
Próximos passos na análise
Ainda não há uma definição clara sobre como será abordada a questão da fluoretação durante este período de escassez. O Ministério da Saúde continua avaliando as melhores alternativas para garantir o fornecimento adequado e seguro deste insumo essencial para a saúde pública.
Com o crescimento das preocupações sobre os efeitos da falta de fluoretação na saúde dental da população, as decisões que serão tomadas nas próximas semanas serão cruciais. A transparência nas comunicações e ações proativas por parte das autoridades competentes será fundamental para assegurar a confiança pública neste processo.