Ministério da Justiça Aponta 25 Milhões em Apostas Clandestinas
Ministério da Justiça aponta 25 milhões de brasileiros em apostas clandestinas, exigindo ações urgentes para proteger consumidores e garantir a ordem econômica
O Ministério da Justiça e Segurança Pública revelou, nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, que mais de 25 milhões de cidadãos brasileiros utilizam plataformas de apostas esportivas online de natureza clandestina. O ministro Wellington César Lima e Silva apresentou o dado durante um evento que detalhou as estratégias do governo federal para fiscalizar e reprimir o vasto mercado ilegal de apostas, sublinhando a dimensão do setor não regulamentado no país.
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Segundo o ministro, o número expressivo de usuários em plataformas não autorizadas evidencia a necessidade urgente de ampliação das ações de fiscalização e repressão. As autoridades apontam que o crescimento do uso de “bets” ilegais exige um esforço contínuo para proteger o consumidor e garantir a ordem econômica.
A Dimensão do Mercado Clandestino e o Marco Regulatório
Os dados apresentados pelo governo ilustram o contraste entre o mercado ilegal e o setor formalizado. A Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada ao Ministério da Fazenda, forneceu informações sobre o impacto da regulamentação, que entrou em vigor em 2025.
Desde o início da vigência das regras, foram bloqueados mais de 25 mil websites irregulares. Em contrapartida, o setor formalizado conta com 79 empresas devidamente autorizadas a operar no Brasil. Em 2025, o volume de apostas realizadas em plataformas regularizadas atingiu a marca de 25,2 milhões de brasileiros.
O governo federal não apenas bloqueia sites, mas também atua diretamente na prevenção de fraudes financeiras. O número de processos administrativos abertos, por exemplo, alcançou 132, envolvendo 133 operadoras. Além disso, foi recebido um total de 1.255 comunicações de instituições financeiras, alertando sobre movimentações suspeitas associadas a apostas não autorizadas.
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Ações de Fiscalização e Combate ao Financiamento Ilegal
Como resultado direto dessas investigações, 550 contas bancárias foram encerradas, sendo que 265 delas já haviam sido identificadas como operando de maneira ilegal.
A ofensiva contra o conteúdo promocional também foi intensa. A Fazenda divulgou que foram concluídos 412 processos de fiscalização direcionados a influenciadores digitais. Essa ação resultou na remoção de 324 perfis e 229 publicações que promoviam a aposta de forma irregular.
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Tais medidas foram executadas em colaboração com grandes plataformas digitais e entidades de autorregulação do setor.
Em abril, o governo havia anunciado um pacote de novas medidas para conter o mercado paralelo. Essas diretrizes incluíram o endurecimento das regras aplicáveis a plataformas de previsão e a ampliação do monitoramento sobre anunciantes e empresas que operam no segmento.
Na época, a administração federal havia confirmado que o número total de sites ilegais bloqueados superava os 39 mil casos.
O ministro Wellington César Lima e Silva reforçou que o combate ao setor ilegal é multifacetado, exigindo cooperação entre diferentes esferas governamentais e privadas para proteger o ecossistema digital brasileiro e garantir que apenas empresas em conformidade regulatória operem no país.
As autoridades continuam a monitorar o mercado, buscando diminuir a participação dos 25 milhões de usuários que ainda recorrem a plataformas não regulamentadas.