Ministério da Agricultura pede juros baixos para custeio e destaca desafios do setor agrícola
Ministério da Agricultura pede taxas de juros de um dígito para custeio, visando facilitar o acesso a recursos e impulsionar a agropecuária. Saiba mais!
Ministério da Agricultura Defende Taxas de Juros Baixas para Custeio
O Ministério da Agricultura está pleiteando que as linhas de custeio apresentem taxas de juros de um dígito, conforme declarado à CNN pelo secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos. Ele destacou que a solicitação foi feita ao Tesouro, ao Ministério da Fazenda e à Casa Civil.
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Essa defesa surge em um contexto de crescente preocupação com a capacidade dos produtores de acessar recursos oficiais, especialmente em um cenário de juros elevados.
No ciclo atual, com a Selic fixada em 15% ao ano no momento do anúncio, a taxa de custeio empresarial alcançou 14% ao ano. Campos enfatizou que a discussão sobre as taxas de financiamento se torna ainda mais relevante diante das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos ciclos agrícolas, além de considerar a taxa básica de juros como um inibidor de crédito.
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Importância das Taxas Baixas
O secretário argumentou que experiências recentes mostram que taxas mais baixas aumentam a demanda por linhas de financiamento. Ele citou como exemplo as operações voltadas para a agricultura familiar, que apresentaram taxas de até 4% e 6% ao ano, todas sendo utilizadas.
No atual ciclo, para a agropecuária, o Tesouro Nacional conseguiu equalizar juros apenas para R$ 113,8 bilhões desse total, o que representa menos de um quarto, devido à falta de garantias.
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Campos alertou que esse risco pode se repetir no próximo ciclo se as questões não forem resolvidas em conjunto com o Plano Safra. Apesar das dificuldades, ele descartou qualquer possibilidade de adiamento do anúncio do Plano Safra, ressaltando que o calendário agrícola impõe prazos que não podem ser alterados pela política. “O tempo de plantar é independente de qualquer coisa”, afirmou.
Expectativas para o Próximo Ciclo
Sobre o volume do próximo ciclo, Campos indicou que o Plano Safra deve se aproximar do que foi pleiteado, com a entidade solicitando R$ 623 bilhões, um aumento de 53,5% em relação aos R$ 405,9 bilhões do ciclo anterior. “Está muito próximo daquilo que a CNA deliberou”, comentou o secretário.
No entanto, ele ressaltou que o volume não é o principal problema. “O que mais preocupa é o acesso a esse recurso — do jeito que está, pode repetir o que está acontecendo com o financiamento, que tem recurso mas não chega.”
Para que essa situação mude, Campos acredita que as questões relacionadas a seguro e dívida precisam ser abordadas em conjunto. “Tem que ser adequado para o setor e para este momento”, concluiu. A definição das taxas de juros é vista como um dos principais pontos nas negociações do próximo Plano Safra, que deve ser anunciado até o final de junho.