Milho registra queda de 1,01% na Bolsa de Chicago e fecha a US$ 4,39 por bushel

A melhora nas condições climáticas nos EUA e a queda nos preços do petróleo pressionam o milho, que enfrenta expectativas limitadas de alta até o verão

Wenderson Araujo

Na última segunda-feira, 22 de novembro de 2026, o contrato futuro do milho para entrega em dezembro registrou uma queda de 1,01% na Bolsa de Chicago, fechando a sessão cotado a US$ 4,39 por bushel. Segundo a análise da consultoria Royal Rural, essa desvalorização é influenciada pela melhora nas condições climáticas das áreas plantadas nos Estados Unidos e pela recente queda nos preços do petróleo.

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Condições Climáticas e Preços do Petróleo

A Royal Rural destacou que as chuvas recentes beneficiaram regiões importantes do Meio-Oeste americano, contribuindo para a recuperação da umidade no solo. Essa melhoria nas condições climáticas diminuiu a pressão sobre os preços do milho, uma vez que o mercado não identifica atualmente um problema climático significativo que justifique um aumento expressivo nos valores. “Neste momento, o clima ainda joga contra uma alta mais forte”, afirmou a consultoria em seu boletim diário.

Os analistas da Royal Rural apontam que o verdadeiro teste para o mercado será durante o verão norte-americano. Caso as temperaturas se elevem e a seca se espalhe por áreas mais produtivas, isso poderá impactar os preços. Contudo, até lá, as condições climáticas atuais estão limitando qualquer expectativa de alta acentuada.

Impactos no Mercado de Soja e Trigo

Além do milho, outros grãos também enfrentaram oscilações em seus preços. O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o dia com uma leve queda de 0,11%, cotado a US$ 11,41 por bushel. O mercado permaneceu atento à divulgação do relatório semanal de progresso da safra pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e às possíveis novas compras de soja pela China.

No segmento do trigo, o contrato para entrega em setembro apresentou uma redução de 1,06%, fechando a sessão a US$ 6,07 por bushel. A queda nos preços foi atribuída ao deslizamento dos valores do petróleo bruto e à continuidade das operações marítimas pelo Estreito de Ormuz.

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As negociações entre EUA e Irã também contribuíram para diminuir os prêmios de risco associados a conflitos na região.

Adicionalmente, a consultoria Trendings View observou que a diminuição dos preços do petróleo pode resultar em custos de frete marítimo mais baixos, pressionando ainda mais os preços do trigo entregue. A demanda na União Europeia enfrenta desafios, especialmente com Marrocos reduzindo suas importações após a recuperação das condições climáticas locais.

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Em contrapartida, o Egito se destacou ao comprar 4,7 milhões de toneladas de trigo e está próximo de atingir sua meta de importação de 5 milhões de toneladas.

Esses fatores demonstram como as oscilações climáticas e econômicas estão interconectadas no mercado agrícola global e como elas afetam diretamente os preços dos produtos essenciais como milho, soja e trigo.