Metrô analisa propostas para Linha 22 – Marrom em SP

Metrô pondera critérios técnicos e custos para escolher projeto de Linha 22 em SP, buscando otimizar traçado entre Cotia e Sumaré.

Linha 22-Marrom vai explorar empreendimentos comerciais nas estações (Imagem criada com uso de IA)

O Metrô de São Paulo deu um passo crucial no processo para tirar do papel a Linha 22 – Marrom em SP ao receber as propostas da licitação que visa elaborar o projeto básico dos primeiros trechos deste ramal vital.

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A concorrência eletrônica envolveu seis grupos especializados e está suspensa neste momento devido à análise das diversas candidaturas técnicas apresentadas pelos concorrentes.

Escopo técnico: Obras entre Cotia e Sumaré

As obras serão divididas por lotes, sendo fundamental entender os limites geográficos. Inicialmente, será desenvolvido o Projeto Básico referente apenas ao Lote 1, cobrindo desde o Terminal Cotia até a estação Reserva Raposo (excluída.

Já um segundo lote de trabalho abrange uma área maior; ele vai da própria reserva Raposo seguindo pela capital paulista em direção à Estação Sumaré, passando também pelas instalações da USP.

O projeto básico é considerado etapa essencial para que todo empreendimento avance no cronograma. Ele definirá não só traçados definitivos e soluções complexas de engenharia nas estações, mas ainda desapropriações necessárias, métodos construtivos detalhados e estimativas mais precisas tanto do custo quanto dos prazos totais.

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Critério decisório: Técnica combinada com preço

É importante notar o método utilizado na concorrência eletrônica; ela foge simplesmente do critério pelo menor valor financeiro ofertado. O Metrô adotará um sistema misto onde a qualificação técnica das equipes é avaliada primeiro em profundidade por todos os concorrentes indicados para disciplinas como geotecnia ou sistemas elétricos.

Somente após essa avaliação inicial da experiência será feita uma combinação dessa pontuação de mérito técnico junto ao patamar comercial proposto, definindo assim a classificação final dos grupos participantes no certame.

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Participantes e próximos passos da licitação

Entre as empresas que disputam o projeto estão grandes consórcios especializados na área metroferroviária do país e até mesmo internacionalmente. O Consórcio MNEPI 22 apresentou financeiramente a menor proposta registrada neste momento: R 82,3 milhões; por outro lado, foi ofertado pelo Consórcio Sener – Setec – Systra – Egis – Tylin um valor superior em torno de R 107,7 milhões.

Outros grupos concorrentes incluem Agência E – Hidroconsult – Bonin – SMZ, Engecorps e Projetista Linha 22 L 1, que é liderada pela ARX Brasil. Uma sexta participante ficou desclassificada após apresentar uma quantia simbólica incompatível com o tipo de contratação exigido para a obra no Metrô.

A retomada da sessão pública está marcada oficialmente para dia 7 de agosto; neste momento deverão ser divulgadas as notas técnicas obtidas pelos participantes, seguida por um prazo aberto aos recursos antes mesmo do resultado final ser homologado na instituição paulistana.

Impacto esperado pelo eixo Cotia – Sumaré

Em termos gerais, Linha 22 – Marrom representa mais que apenas outra linha: é vista como fundamental expansão e alternativa crucial. Sua configuração prevista liga diretamente cotia à região centralizada em Sumaré.

Essa nova rota promete aliviar a pressão sobre o trajeto da Rodovia Raposo Tavares, considerado hoje um dos corredores de tráfego com maior nível de congestionamento dentro toda Região Metropolitana de São Paulo.