Mesmo sem ser Reacher, Alan Ritchson ganha três estilos de luta em “Três Horas Para Viver”

Dirigido por Scott Waugh, em cartaz desde quinta-feira (29), o longa traz Owen Wilson e Rodrigo Santoro e aposta em efeitos práticos e câmera imersiva na ação.

3 min

Alan Ritchson e Owen Wilson em "Três Horas Para Viver" | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Uma dupla improvável formada por Alan Ritchson (“Reacher”) e Owen Wilson (“Penetras Bom de Bico”) é uma das apostas de “Três Horas Para Viver”, que chegou aos cinemas brasileiros na quinta-feira (29). O longa combina ação sem pausas com perseguições automobilísticas filmadas de forma pouco convencional, e foi dirigido por Scott Waugh (“Need For Speed: O Filme”), cineasta e ex-dublê.

A produção aposta em uma experiência física, com efeitos práticos e movimentos de câmera pensados para colocar o espectador no meio da ação. Na trama, Ritchson vive Hank Malone, um ex-soldado encarregado de levar um órgão para uma menina de sete anos que precisa de transplante urgente.

A entrega vira uma corrida contra o relógio quando um poderoso cartel passa a disputar a carga.

Quem está no elenco e quais são os papéis

Owen Wilson interpreta Ben Bishop, parceiro improvável de Hank nessa luta pela sobrevivência. O brasileiro Rodrigo Santoro (“300”) também integra o elenco, no papel do antagonista Damián Zaldívar.

Rodrigo Santoro e Alan Ritchson em “Três Horas Para Viver”.

Três estilos de luta para evitar repetição

Uma das preocupações do diretor foi impedir que as lutas parecessem cópias umas das outras. Segundo Waugh, a equipe criou três estilos distintos de combate para o personagem de Ritchson, já que Hank é um ex-soldado e não Jack Reacher, papel mais marcante da carreira do ator.

Para ampliar o foco das cenas, a produção também acompanhou os capangas durante os confrontos. A intenção, explicou um produtor em material enviado com exclusividade à CNN Brasil, era não tratar os adversários como figuras descartáveis. Em vez disso, a câmera podia seguir um deles depois de atingido, criando pequenas narrativas dentro de uma mesma sequência.

Leia também

Efeitos práticos e cenas dentro de veículos

Inspirado em clássicos de ação centrados em duplas, o longa priorizou efeitos práticos e cenas filmadas diretamente diante das câmeras, para preservar a sensação de realidade nos momentos de violência, humor e emoção. “Este é um filme muito visceral. Precisa parecer real”, afirmou o produtor Todd Garner.

Um dos maiores desafios foi a quantidade de cenas dentro de veículos. Aproximadamente 40 páginas do roteiro se passam em um carro em movimento, e essa exigência pesou na escolha do diretor. Ritchson se preocupou com a execução dessas cenas ao conversar com os possíveis cineastas, e Waugh foi o único a apresentar uma solução técnica específica.

A proposta era uma estrutura veicular desenvolvida antes para outro trabalho, interrompido pela pandemia de Covid-19. Ela permite remover partes do carro e completar a estrutura com recursos visuais, possibilitando movimentar a câmera em 360 graus a partir de diferentes pontos do automóvel. “Pensei: ‘É ele!’ E ele realmente conseguiu”, relembrou Ritchson.

Perseguição em plano-sequência marca o clímax

Segundo o protagonista, o resultado são sequências automobilísticas com personalidade própria, em que a câmera não fica presa aos enquadramentos tradicionais feitos pelo para-brisa ou pelas janelas. O destaque é uma perseguição em plano-sequência que a equipe chama de “The Oner”.

Nela, a câmera passa de forma fluida entre veículos em alta velocidade, mantendo a continuidade da ação.

“Faço questão de garantir um final impactante, por isso quis que a melhor sequência de perseguição automotiva ficasse justamente no desfecho”, explicou Waugh.

A Redação Entretenimento reúne a cobertura do Clique Fatos sobre famosos, TV, novelas, cinema e cultura pop. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.