Mensagens Revelam Conexão Entre Desembargador Macário Ramos Judice Neto e Deputado Rodrigo Bacellar
Mensagens revelam laços entre o desembargador Macário Ramos Judice Neto e o deputado Rodrigo Bacellar, ambos sob investigação da Polícia Federal por vazamentos.
Mensagens Revelam Relação Entre Desembargador e Deputado
Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que o desembargador Macário Ramos Judice Neto, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), solicitou ingressos para o jogo do Flamengo contra o Ceará, em dezembro, ao deputado Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).
Essa informação foi apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), como evidência de que Judice e Bacellar mantinham “laços estreitos de amizade”.
O desembargador e o ex-presidente da Alerj estão sob investigação da Polícia Federal por supostamente vazarem informações sigilosas relacionadas a uma apuração contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, que é suspeito de vínculos com o Comando Vermelho.
Troca de Mensagens
No dia 30 de novembro, três dias antes da partida em que o Flamengo se consagrou campeão brasileiro pela nona vez, Judice enviou uma mensagem a Bacellar: “Irmão querido boa tarde! Como tem passado? Diga-me uma coisa, vc consegue”. Bacellar respondeu que faria o possível para conseguir os ingressos, mencionando que aguardaria a definição da carga de ingressos pela Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro).
O desembargador explicou que os ingressos seriam para familiares, incluindo um irmão e um sobrinho, ambos torcedores do Flamengo. Bacellar afirmou que não iria ao jogo, mas se comprometeu a dar uma resposta até o dia seguinte. Dois dias depois, Judice informou que havia conseguido os ingressos de outra forma e agradeceu a Bacellar, afirmando que não seria necessário “ocupá-lo”.
Relação Pessoal e Investigação
As mensagens trocadas entre Judice e Bacellar evidenciam a proximidade pessoal entre eles, um dos pontos analisados na investigação. O diálogo faz parte das provas reunidas que investigam um suposto esquema de vazamento de informações sobre operações policiais, envolvendo autoridades com prerrogativa de foro.
Até o fechamento do relatório policial, a defesa dos envolvidos não se manifestou.