Menopausa e climatério: as transformações no corpo feminino
Menopausa e climatério: entenda as mudanças
Quando se menciona a menopausa, os fogachos são frequentemente o sintoma mais lembrado. No entanto, o climatério abrange diversas transformações no corpo e na mente da mulher, que vão além das ondas de calor e não estão necessariamente ligadas à diminuição dos hormônios.
Essa fase representa a transição natural da vida reprodutiva para a não reprodutiva, caracterizada pela redução gradual dos níveis de estrogênio.
De acordo com estimativas do IBGE, cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil estão na faixa etária do climatério e menopausa. As mudanças que ocorrem nesse período vão desde alterações musculoesqueléticas até impactos no cérebro, e os especialistas têm destacado cada vez mais esses aspectos.
Impactos musculares e articulares
A diminuição do estrogênio afeta diretamente músculos, tendões e articulações. Um exemplo disso é a capsulite adesiva, conhecida como “ombro congelado”, que é mais comum em mulheres entre 40 e 60 anos. Essa condição provoca dor e limitações nos movimentos, sendo frequentemente associada à menopausa.
Além do ombro congelado, dores, rigidez matinal e agravamento de quadros inflamatórios articulares podem surgir ou se intensificar nesse período. Segundo Igor Padovesi, ginecologista, a falta de estrogênio pode causar sintomas em músculos e articulações, dificultando o diagnóstico preciso, que é confirmado quando não há outra causa identificada e a mulher melhora com a reposição hormonal.
Alterações cognitivas e emocionais
O climatério também pode causar mudanças estruturais e funcionais no cérebro. Profissionais da saúde apontam que alterações temporárias em áreas relacionadas à memória e atenção podem ocorrer, explicando queixas como “névoa mental” e lapsos de memória.
Essas mudanças não indicam perda cognitiva permanente, mas sim uma adaptação do cérebro à nova realidade hormonal.
As oscilações hormonais impactam os neurotransmissores que regulam o bem-estar, resultando em irritabilidade, ansiedade e tristeza. A queda do estrogênio pode afetar o sono, intensificando alterações de humor e a sensação de cansaço constante.
Quando a tristeza persiste por semanas, é importante buscar uma avaliação clínica completa.
Distúrbios do sono e saúde óssea
Embora a insônia seja um fator conhecido, a menopausa pode afetar o sono de maneira mais ampla. Despertares frequentes e sono superficial são comuns, mesmo sem ondas de calor intensas. Essas alterações impactam diretamente a disposição e o desempenho cognitivo durante o dia.
A perda acelerada de massa óssea é um dos efeitos silenciosos do climatério. A diminuição do estrogênio favorece a osteopenia e a osteoporose, aumentando o risco de fraturas. Especialistas recomendam atenção à ingestão de cálcio e vitamina D, uma vez que cerca de 50% das mulheres com 50 anos ou mais podem sofrer fraturas osteoporóticas.
Como amenizar os sintomas?
As terapias hormonais têm se mostrado eficazes durante essa fase da vida, ajudando a proteger contra a perda óssea e reduzindo o risco de fraturas. Quando realizadas no momento adequado, essas terapias também oferecem benefícios cardiovasculares, já que o estrogênio regula o colesterol e possui efeitos anti-inflamatórios.
Alguns hábitos simples podem ajudar a amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Aumentar o consumo de frutas e vegetais, manter-se hidratada, praticar exercícios físicos em horários mais frescos e cuidar da saúde mental são algumas das recomendações.
Além disso, garantir um ambiente arejado para dormir e usar roupas leves pode contribuir para um sono mais tranquilo.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.