Menina de 12 anos é morta em ataque a tiros em escola de Bangkok, que deixa oito vítimas fatais

O ataque em Bangkok levanta preocupações sobre a segurança nas escolas e a saúde mental dos jovens, após a morte de uma menina de 12 anos e cinco professores.

Socorristas e policiais atendem pessoas após ataque a tiros em escola na Tailândia

No último dia 7, um ataque a tiros em uma escola no norte de Bangkok, capital da Tailândia, resultou na morte de uma menina de 12 anos e cinco professores. Este incidente se destaca como um dos mais letais desse tipo nos últimos anos, elevando o número total de vítimas fatais para oito, incluindo os avós do suposto atirador, que foram mortos antes que ele seguisse para a escola.

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A tragédia aconteceu por volta das 10h (horário local) e culminou com o atirador apontando a arma contra si mesmo após o ataque. De acordo com a polícia, ele também havia matado os avós em sua residência antes de se dirigir à escola onde estudava.

Neste sábado (8), as autoridades confirmaram que a estudante de 12 anos foi a primeira criança a falecer em decorrência dos ferimentos.

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Reações da escola e identificação das vítimas

Assim que a notícia da morte da aluna foi divulgada, a escola de ensino médio emitiu um comunicado expressando “profundas condolências e profundo pesar”. Na sexta – feira, a instituição já havia prestado homenagem aos cinco funcionários mortos, com fotos em preto e branco e reconhecimento à “bondade e virtude” deles.

As vítimas identificadas incluem o vice – diretor Kittipong Somrat; as professoras Prapaporn Konsila e Nantchanatporn Nakplang; a orientadora educacional Tiwaporn Wanich; e a secretária Saifon Sirikitchakajorn. Nantchanatporn, antiga aluna da escola, era conhecida por seu comprometimento com os alunos.

Dois dias antes do ataque, Tiwaporn havia recebido um certificado de professora de destaque.

O primeiro – ministro da Tailândia, Auntin Charnvirakul, comentou que o ataque poderia ter sido ainda mais devastador se o suspeito tivesse continuado disparando, já que ele possuía mais de 30 cartuchos de munição. Ele mencionou que o jovem estava lidando com estresse relacionado aos estudos como possível motivação para o ato violento.

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Detalhes do ataque e testemunhos

Utilizando uma pistola pertencente ao avô, o suspeito efetuou os disparos na escola que abriga cerca de três mil alunos. Após realizar os disparos, ele se suicidou. Um estudante de 18 anos relatou à Reuters que inicialmente pensou se tratar de bombinhas até perceber que eram disparos reais.

Outro aluno descreveu como começou a ouvir os tiros durante uma aula e rapidamente se preparou para se proteger junto aos colegas.

Enquanto isso, pais assustados correram até a escola ao tomarem conhecimento do tiroteio. Karla Cripps, produtora sênior da CNN, contou que seu filho estava fora do país no momento do ataque. “Ele me ligou do Japão, desesperado”, disse ela. A atmosfera na escola estava marcada pela tristeza enquanto ambulâncias chegavam constantemente ao local.

A polícia revelou que o jovem suspeito havia pesquisado sobre tiroteios em massa antes do ataque e apreendeu nove dispositivos eletrônicos em sua casa durante as investigações. A UNICEF destacou a preocupação com a pouca idade do autor do crime e pediu melhorias nos serviços de saúde mental para crianças.

Medidas futuras e contexto social

Em resposta ao massacre, Yodchanan Wongsawat, vice – primeiro – ministro da Tailândia, anunciou um novo plano voltado à saúde mental para apoiar professores e alunos afetados pelo evento trágico. O Ministério da Educação também prometeu implementar medidas rigorosas nas escolas para impedir a entrada de armas.

A posse de armas na Tailândia é alta quando comparada a outros países do Sudeste Asiático. Segundo dados de 2017 da Small Arms Survey, existem mais de 10 milhões de armas em mãos civis no país — aproximadamente 15 por cada 100 habitantes. Além disso, dados mostram que a Tailândia possui uma das maiores taxas de homicídios por arma na região.

A violência armada nas escolas não é um fenômeno isolado; em fevereiro deste ano, um professor foi morto e um aluno ficou ferido após um ataque armado em Hat Yai. Em 2022, um massacre em uma creche no nordeste do país deixou 36 mortos — sendo 24 crianças — considerado o mais letal já registrado na Tailândia.