Mendonça diz que derrubar sigilo de celular de Vorcaro pode inviabilizar inquérito

Mendonça afirma que acesso aos dados do celular de Vorcaro pode comprometer investigação em curso.

O ministro André Mendonça, em sessão plenária do TSE

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta – feira (11) que abrir o sigilo do celular do ex – banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pode inviabilizar as investigações em andamento. A declaração foi uma resposta direta ao pedido feito pelo colega de Corte, ministro Cristiano Zanin, que quer acesso integral aos dados do aparelho antes do julgamento marcado para a próxima terça – feira.

A solicitação de Zanin foi reforçada por Alexandre de Moraes. Para ambos os ministros, a cópia de segurança que está lacrada no gabinete de Mendonça precisa ser compartilhada com o restante do STF. O impasse gira em torno do acesso ao material extraído do celular de Vorcaro, peça central no inquérito.

O que diz Mendonça sobre o material lacrado

André Mendonça já havia informado que o aparelho original de Daniel Vorcaro está sob custódia da Polícia Federal. O que chegou ao seu gabinete foi apenas uma cópia de segurança dos dados, armazenada em um HD criptografado e entregue dentro de um envelope lacrado.

Segundo o ministro, esse material segue “lacrado e intocado”. Para ele, quebrar o sigilo neste momento poderia comprometer o inquérito, já que a investigação ainda está em curso. A posição de Mendonça contrasta com a de Zanin e Moraes, que defendem a transparência e o compartilhamento das informações entre os ministros antes da próxima sessão.

O pedido de Zanin e o reforço de Moraes

Cristiano Zanin foi o primeiro a solicitar o acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O objetivo era analisar o conteúdo antes do julgamento de terça, garantindo que todos os ministros tivessem o mesmo nível de informação para tomar uma decisão.

Alexandre de Moraes endossou o pedido, argumentando que a cópia de segurança não deveria ficar restrita a um único gabinete. Moraes entende que o material deve ser compartilhado com os demais ministros do STF para assegurar a lisura do processo. A divergência entre os magistrados expõe um racha sobre como conduzir o caso e o acesso às provas digitais.

O caso segue em aberto, e a expectativa é que o tema seja discutido novamente na sessão de terça – feira. Enquanto isso, o HD criptografado permanece lacrado no gabinete de André Mendonça, à espera de uma definição sobre seu destino.

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