Mário Sarrubbo critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e alerta para riscos ao Brasil

Mário Sarrubbo expressa preocupação com a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas, alertando para riscos à segurança e soberania do Brasil.

30/05/2026 07:26

2 min

Mário Sarrubbo critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e alerta para riscos ao Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Ex-secretário de Segurança Pública comenta decisão dos EUA sobre PCC e CV

O ex-secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, manifestou surpresa à CNN Brasil nesta sexta-feira (29) com a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

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Ele destacou que essa medida pode dificultar a troca de informações entre o FBI e a PF (Polícia Federal).

“Deixa de ser uma questão policial e passa a ser uma questão de defesa. E está aí um dos maiores prejuízos que o Brasil pode ter”, afirmou Sarrubbo. Ele ressaltou que a cooperação entre a PF e a polícia americana sempre foi tradicional e fluida, ocorrendo quase diariamente. “O Brasil possui um centro de cooperação internacional com a presença de policiais americanos.

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Isso agora acaba, pois as agências de inteligência, como a CIA, não têm essa tradição”, acrescentou.

Segundo Sarrubbo, essa mudança pode dificultar o combate ao crime organizado transnacional. Ele citou um exemplo de sua experiência no Gaeco, onde identificou uma transação financeira em uma empresa dos Estados Unidos. Com os contatos que tinha com o Consulado e a Embaixada, em poucos dias foi possível enviar um ofício detalhado que resultou no congelamento de recursos em território americano. “Esse tipo de ação ficará impossibilitado ou prejudicado com esse novo estágio”, explicou.

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Outro aspecto mencionado por Sarrubbo é o risco de agentes da Central de Inteligência Americana estarem presentes no Brasil. Ele também alertou sobre questões mais graves, como incursões territoriais, que muitos consideram improváveis, mas que podem ocorrer, como evidenciado por eventos recentes na costa do Caribe com a Venezuela. “É a normalização do absurdo, e precisamos ter muito cuidado.

Se isso acontecer, será uma violação grave da nossa soberania”, concluiu o ex-secretário.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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