Marinha monta hospital de campanha na Venezuela após desastre

Marinha monta hospital de campanha na Venezuela após desastre humanitário, buscando atender vítimas e coordenar ações de resgate.

29/06/2026 18:07

3 min

Equipes de resgate seguem atuando nas áreas atingidas pelos terremotos na Venezuela, que já deixaram milhares de mortos, feridos e desaparecidos
Equipes de resgate seguem atuando nas áreas atingidas pelos terr...

A Marinha do Brasil iniciou neste domingo (29) os trabalhos de montagem de um hospital de campanha na Venezuela com objetivo de atender vítimas atingidas pelo desastre que ocorreu há uma semana.

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Essa estrutura foi instalada em La Guaira por meio de operação conjunta envolvendo a Força Aérea Brasileira (FAB), como parte da missão humanitária mobilizada pela União Federal brasileira. Segundo autoridades brasileiras presentes no local, o equipamento conta com capacidade para realizar atendimentos urgentes e cirurgias complexas, além de estabilizar pacientes graves.

O Planalto planeja manter esta unidade avançada operacionalmente disponível por, mínimo, 15 dias; esse prazo pode ser estendido conforme evoluir a situação na Venezuela vizinha.

Coordenação dos serviços médicos

A instalação ocorreu especificamente na base aérea em Maracay, um ponto estratégico definido tanto pelo governo brasileiro quanto pelas forças locais venezuelanas. A estrutura do hospital é equipada com dois geradores elétricos potentes e sistema completo de ar – condicionado.

Para garantir o fluxo adequado da ajuda humanitária no país, os ministérios brasileiros envolvidos — Defesa, Saúde e Gestão de Risco —, estão coordenando diretamente as ações junto aos órgãos governamentais vetorianos localizados lá.

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Nessa dinâmica operacional estabelecida, espera – se que a própria rede de serviços públicos de saúde dos estados vizinhos encaminhe pacientes para serem tratados na unidade móvel brasileira instalada em La Guaira.

Buscas por desaparecidos continuam

Além do atendimento médico emergencial, tropas brasileiras também deram início às operações de busca. Desde o último sábado (27), equipes militares têm se dedicado à procura por pessoas consideradas desaparecidas no território venezuelano.

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O governo brasileiro informou ainda que diversas organizações estão revezando as buscas e atuando diretamente com autoridades locais já presentes em La Guaira da Venezuela; essa mobilização foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e está sendo coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC.

As expectativas das lideranças na Venezuela apontam para um avanço contínuo dos trabalhos de resgate ao longo desta semana, especialmente nas regiões onde há relatos persistentes sobre milhares de indivíduos sumidos.

Impactos do desastre: vítimas e novos tremores

Em relação aos impactos gerais causados pelos eventos recentes no país vizinho, o boletim mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas indicou que houve aumento nos números. O número total de mortes subiu até 1.719 pessoas; além disso, foram contabilizados cinco mil trinta e quatro feridos em geral.

A situação é crítica também quanto às perdas habitacionais, já havendo outras 15.866 famílias fora das suas residências originais na Venezuela.

Novo tremor registrado nesta segunda

O dia não foi apenas marcado pela assistência humanitária: ainda hoje (segunda), um novo tremeramento atingiu a região com magnitude registrada de 4,6 pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Segundo o boletim geográfico americano, este sismo teve seu epicentro localizado no município de Caraballeda, situado no litoral norte do país e distante cerca de 30 quilômetros da capital Caracas. Até agora há pouco tempo em que esta matéria é escrita, mais de trinta países já enviaram equipes especializadas para auxiliar nas operações na Venezuela.

Entre os participantes estão Cuba, Paraguai e Índia.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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