Marina do MST lança pré-candidatura à Alerj: o que esperar para 2026

Deputada estadual lança a pré-candidatura à reeleição em 10 de abril, no Cordão do Bola Preta, no Rio

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Foto: Reprodução

Marina do MST lança pré-candidatura à reeleição na Alerj

Na próxima sexta-feira (10), Marina do MST fará o lançamento oficial de sua pré-candidatura à reeleição na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O evento está marcado para começar às 18h no tradicional Cordão do Bola Preta, localizado no centro da cidade.

A cerimônia de pré-candidatura sinaliza o início de um novo período de mobilização popular, reunindo um grande número de apoiadores, militantes e lideranças sociais. Marina havia sido eleita em 2022 com mais de 46 mil votos, tendo o combate à fome e a defesa da reforma agrária popular como suas principais bandeiras de luta.

As bandeiras políticas e o papel na Alerj

Segundo a parlamentar, essa trajetória em busca da reeleição demonstra que o Movimento dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Sem Terra (MST) está consolidando sua presença no âmbito institucional. Ela afirmou que o mandato não foi um objetivo final.

“Nesses últimos quatro anos, conseguimos dar voz ao projeto da Reforma Agrária Popular, denunciamos injustiças e construímos uma frente de resistência dentro de uma Assembleia Legislativa que, segundo ela, está corrompida pelo poder,” declarou Marina ao Brasil de Fato.

Plataforma e Propostas para 2026

Os eixos centrais de sua plataforma política para 2026 concentram-se em pautas cruciais. Destacam-se o combate às desigualdades sociais e à fome, a defesa firme da reforma agrária popular, e a garantia dos direitos das mulheres e meninas fluminenses.

Entre as ações propostas, Marina é autora da Lei Estadual nº 10.950/25. Esta lei visa estabelecer mecanismos de acolhimento institucional para vítimas de trabalho em condições análogas à escravidão no estado, prevendo também sua reinserção no mercado de trabalho.

Trajetória de Marina do MST

Lucia Marina dos Santos, conhecida como Marina do MST, é assistente social formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui mestrado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

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Nascida em Cascavel, Paraná, ela vivenciou as dificuldades do latifúndio desde cedo, trabalhando como boia-fria aos 14 anos. Em uma fase posterior, nos anos 1990, sua militância no MST a levou para a região Norte Fluminense, onde foi uma das fundadoras do movimento no Rio de Janeiro.

Atuação Política e Engajamento

Posteriormente, Marina integrou a Direção Nacional do movimento e representou o MST no conselho político da Via Campesina Internacional. O evento de lançamento está marcado para o dia 10 de abril, às 18h, no Cordão do Bola Preta, no Centro do Rio de Janeiro.

Conclusão

A mobilização de Marina do MST reafirma o foco do MST na ocupação do espaço político institucional, utilizando a Alerj como palco para defender pautas sociais históricas, como a reforma agrária e o combate à miséria no estado do Rio de Janeiro.

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