Julgamento de Marielle Franco: Defesas chocam e questionam a verdade! Irmãos Brazão sob suspeita e Jorge Flávio confessa o crime. Descubra os detalhes!
A sessão da tarde de terça-feira (24) no Supremo Tribunal Federal, referente ao julgamento dos envolvidos nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi marcada por argumentos das defesas dos acusados. Os advogados buscaram questionar a versão apresentada por Jorge Flávio Bolsonaro, que confessou ter disparado os tiros que ceifaram a vida das vítimas.
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O ministro Alexandre de Moraes já havia declarado, em seu voto da manhã, que não havia dúvidas sobre a responsabilidade dos irmãos Brazão pelo crime.
A defesa do ex-deputado federal Chiquinho Brazão, representada pelo advogado Cleber Lopes de Oliveira, enfatizou uma suposta parceria política entre Chiquinho e a vereadora Marielle Franco, buscando desconstruir a motivação atribuída ao réu. Oliveira argumentou que a acusação era “espúria e ilícita”, desconectada da atuação parlamentar conjunta dos dois.
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Ele também questionou a lógica financeira por trás do suposto crime, duvidando da viabilidade de um pagamento de 50 milhões de reais para um matador.
Outras defesas apresentaram seus argumentos, como a de Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que negou a acusação de planejamento do crime, sustentando que não há provas de vantagem ilícita ou enriquecimento.
A defesa de Robson Calixto Fonseca, policial militar, alegou que o acusado ocultou a arma utilizada no crime e financiou o grupo, mas que essas ações não se justificam com a acusação de motivação criminosa.
A sessão do julgamento também teve um impacto emocional, com a presença dos familiares de Marielle e Anderson, além de amigos e apoiadores. Fernanda Chaves, assessora de Marielle que sobreviveu ao ataque, relatou o trauma vivido, descrevendo a perda de uma amiga, comadre e madrinha, e o período de terror causado pela incerteza sobre a origem dos projéteis.
A defesa de Barbosa pontuou a ausência de motivação direta, corrupção comprovada, ingerência confirmada ou vantagem ilícita provada, reforçando que a denúncia carece de fundamentos.
O julgamento continua com a leitura do voto do vice-procurador-geral da República Hindemburgo Chateaubriand, que pede a condenação dos cinco acusados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que os acusados constituíram uma organização criminosa armada com o objetivo de obter vantagens econômicas.
A expectativa é que o ministro Moraes apresente suas considerações finais, marcando o encerramento do julgamento e a busca por justiça para Marielle e Anderson.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.