Defesa do Major Ronald nega participação no assassinato de Marielle Franco em julgamento no STF

A defesa do Major Ronald nega veementemente seu envolvimento no assassinato de Marielle Franco durante julgamento no STF. Descubra os detalhes dessa polêmica!

24/02/2026 16:55

2 min

Defesa do Major Ronald nega participação no assassinato de Marielle Franco em julgamento no STF
(Imagem de reprodução da internet).

Defesa do Major Ronald nega envolvimento no assassinato de Marielle Franco

A defesa do major da Polícia Militar apresentou, nesta terça-feira (24), sua argumentação durante o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), negando a participação de seu cliente no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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O advogado afirmou que a acusação se fundamenta apenas na declaração de um delator, com quem Ronald teria um histórico de inimizade.

O major é apontado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como responsável por monitorar a rotina da vereadora e repassar informações a Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, condenados por realizar os disparos que resultaram na morte da dupla. Na sustentação oral, a defesa enfatizou que Ronald e Lessa não tinham qualquer relação próxima, sendo, na verdade, inimigos. “Não estamos falando de pessoas que tinham qualquer tipo de proximidade”, destacou o advogado.

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Credibilidade da delação em questão

O advogado questionou a credibilidade da delação premiada, indagando: “Qual lógica de atribuir a palavra de um inimigo impondo um crime a outro e levar isso como uma verdade inabalável?”. Ele acrescentou que Lessa teria motivos para mentir sobre Ronald, e argumentou que o processo foi construído com base em relatos indiretos e suposições, o que não é aceitável em um juízo de condenação.

Segundo a defesa, a delação de Ronnie Lessa foi moldada de acordo com seus interesses, sem apresentar provas objetivas que comprovem a participação do major no planejamento ou na execução do crime. Além disso, o advogado refutou a acusação de que Ronald teria alguma relação com Laerte Silva de Lima, um infiltrado no Psol que buscava informações sobre Marielle, esclarecendo que ambos se conheciam apenas por terem respondido a outro processo judicial.

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Os acusados no julgamento

No julgamento, cinco pessoas são acusadas de serem mandantes do assassinato da vereadora e de Anderson Gomes. Os réus enfrentam acusações de organização criminosa, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Entre os acusados estão o conselheiro afastado do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro), Domingos Brazão; o ex-deputado federal João Francisco Brazão, conhecido como Chiquinho Brazão; o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa; o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, o Major Ronald; e o ex-assessor Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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