Marco Rubio visita Golfo em 23 de maio para promover acordo com o Irã

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, visitará a região do Golfo nesta terça-feira, 23 de maio de 2026, com o objetivo de promover um acordo com o Irã. Sua missão se concentra em três países que tradicionalmente expressam ceticismo em relação a qualquer entendimento com Teerã: Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.
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Esses Estados têm sido alvos frequentes das ações iranianas durante conflitos recentes, enquanto os ataques à Arábia Saudita, Catar e Omã diminuíram nas últimas fases da guerra.
Desafios para o Kuwait
A situação do Kuwait é especialmente delicada. O país, que é um aliado dos EUA, depende fortemente das receitas provenientes da exportação de petróleo e enfrenta um risco elevado de interrupções no Estreito de Ormuz. Essa via é crucial para suas exportações marítimas, uma vez que toda a produção petrolífera kuwaitiana passa por ali.
Além disso, ao contrário de alguns vizinhos na região, o Kuwait carece de sistemas avançados de defesa antimíssil, o que o torna ainda mais vulnerável a possíveis ameaças.
Apesar da recepção geralmente positiva dos Estados do Golfo ao término da guerra, Rubio pode encontrar resistência ao tentar convencê-los sobre os benefícios do acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã. Um dos pontos centrais desse entendimento é a formalização do papel do Irã na supervisão do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, em colaboração com Omã.
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Este arranjo é considerado incomum para uma via navegável internacional tão significativa, pois implica que grande parte das atividades comerciais marítimas na região poderia ocorrer sob vigilância iraniana.
Preocupações Regionais e Repercussões do Acordo
Outro ponto crítico é que o acordo não aborda as preocupações relacionadas às atividades militares do Irã, uma questão que muitos países da região consideram mais urgente do que as questões nucleares. A problemática nuclear permanece sem solução dentro do escopo deste acordo provisório.
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Além disso, um fator importante é que a adesão dos Estados do Golfo é necessária para a efetividade desse entendimento, já que inclui uma cláusula específica solicitada por Teerã.
A administração anterior dos EUA sob Donald Trump já havia comprometido recursos da região com essa iniciativa; no entanto, há poucos sinais de que os próprios Estados do Golfo tenham se engajado plenamente nesse processo. A Arábia Saudita declarou não ter “detalhes” sobre a proposta apresentada, enquanto o Catar demonstrou interesse mas ainda não formalizou nenhum compromisso.
Esses fatores evidenciam os desafios que Rubio enfrentará durante sua visita ao Golfo. A resistência histórica à influência iraniana e as preocupações locais sobre segurança podem dificultar a construção de um consenso em torno desse novo acordo.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



