Marcha do Silêncio: Urusuguai Exige Verdade e Abertura de Arquivos Militares

Marcha do Silêncio em Uruguai Exige Abertura de Arquivos e Respostas Sobre Desaparecimentos
Milhares de uruguaios se reuniram em Montevidéu e outras cidades do país nesta quarta-feira (20) para participar da 30ª edição da Marcha do Silêncio. A marcha, organizada pela Mães e Familiares de Uruguaios Detidos e Desaparecidos, teve como objetivo principal homenagear as vítimas do período de repressão entre 1973 e 1985 e pressionar por informações sobre o paradeiro de 205 pessoas desaparecidas.
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O evento marcou um momento de lembrança e denúncia, com os manifestantes relembrando casos emblemáticos como os assassinatos de Héctor Gutiérrez Ruiz, Zelmar Michelini, Rosario Barredo, William Whitelaw e o desaparecimento forçado de Manuel Liberoff, ocorrido em 1976 na Argentina, durante operações militares.
A marcha partiu do cruzamento das ruas Rivera e Jackson, em direção à Praça Cagancha, no centro de Montevidéu.
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Exigência de Abertura de Arquivos Militares
O lema da manifestação, “30 anos de marcha: contra a impunidade de ontem e de hoje. Exigimos respostas. Onde estão elas?”, refletia a demanda por que o governo uruguaio ordenasse a abertura definitiva de todos os arquivos militares. A organização Mães e Familiares de Uruguaios Detidos e Desaparecidos argumentou que o Poder Executivo possui os poderes necessários para obter essas informações, que ainda permanecem em instalações militares.
Reafirmação da Busca por Justiça e Memória
A Associação de Mães e Familiares de Uruguaios Detidos e Desaparecidos ressaltou que 81 casos ainda estão sob investigação, evidenciando a persistência do impacto do terrorismo de Estado na sociedade uruguaia. A Frente Ampla, presente no evento, reiterou a necessidade de “verdade, memória e justiça”, apontando que a ditadura cívico-militar deixou uma ferida aberta, com 205 uruguaios desaparecidos e suas famílias ainda aguardando respostas.
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Compromisso da Juventude Interpartidária
A Juventude Interpartidária, composta por diversos partidos políticos uruguaios, também participou da marcha, demonstrando um compromisso com a busca pela verdade e justiça. A iniciativa buscou honrar a memória das vítimas e reforçar a importância de garantir que os responsáveis pelas violações de direitos humanos sejam responsabilizados.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



