Manifestação em Buenos Aires exige fim dos feminicídios na Argentina após caso Agostina Vega
Manifestação em Buenos Aires reafirma exigências contra feminicídios na Argentina
Milhares de mulheres se reuniram em Buenos Aires nesta quarta-feira (3) para expressar sua indignação e exigir políticas públicas efetivas no combate aos feminicídios. A manifestação, que ocorre anualmente desde 2015, foi impulsionada pela crescente comoção pública após o trágico assassinato da adolescente Agostina Vega, de 14 anos, em Córdoba.
A jovem desapareceu há uma semana e seu corpo, encontrado esquartejado, chocou o país.
O principal suspeito do crime é o namorado da mãe de Agostina, Claudio Gabriel Barrelier. A manifestação, organizada pelo movimento feminista “Ni Una Menos”, se estendeu por vários quarteirões do centro histórico de Buenos Aires, com centenas de mulheres, meninas e adolescentes carregando cartazes com mensagens como “nos queremos vivas, livres e independentes” e “nem uma a menos”.
A mobilização demonstra a força e a urgência da luta contra a violência de gênero na Argentina.
Contexto e origens do movimento “Ni Una Menos”
O movimento “Ni Una Menos” surgiu em 2015 como resposta à violência contra mulheres e à falta de proteção estatal. A iniciativa nasceu após o assassinato de uma adolescente grávida, marcando um ponto de inflexão na luta contra a violência de gênero no país.
A manifestação de hoje reforça a importância do movimento e sua capacidade de mobilizar a sociedade em torno da causa.
Reações e ações em outras cidades
Além de Buenos Aires, protestos semelhantes ocorreram em dezenas de cidades argentinas, demonstrando a abrangência e o impacto da causa. O Conselho de Administração do Instituto Atlético Central Córdoba, clube onde o suspeito, Claudio Gabriel Barrelier, estava associado, anunciou sua expulsão, uma medida que busca simbolicamente condenar o crime e demonstrar apoio às vítimas.
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