Mais de 120 mil moradores seguem sem energia no Havaí após furacão Lala causar inundações

O furacão Lala, que se transformou em tempestade tropical, está se afastando do Havaí após causar inundações devastadoras e ventos intensos durante o fim de semana. Na manhã desta segunda – feira (17), a tempestade ainda deixava chuvas sobre Kauai, mas o pior já havia passado, permitindo que moradores e autoridades começassem a avaliar os danos.
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De acordo com o site poweroutageus, mais de 120 mil consumidores permaneciam sem energia nas ilhas havaianas no início do dia. Os condados de Havaí, Honolulu e Maui sofreram com rajadas de vento que atingiram a força de um furacão. O governador do Havaí, Josh Green, informou em coletiva no domingo (16) que pelo menos 100 casas foram danificadas ou destruídas pela tempestade.
Impactos das inundações e operações de resgate
No mesmo evento, o prefeito do Condado do Havaí, Kimo Alameda, revelou que várias casas foram arrancadas de suas fundações. A defesa civil local aliou – se a agências estaduais e à Guarda Costeira em esforços de busca e resgate. Green também anunciou que todas as repartições estaduais e municipais, além de escolas e tribunais, ficariam fechados nesta segunda – feira.
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As chuvas intensas trouxeram acumulados superiores a 1.090 mm em algumas áreas, levando ao deslizamento de terras e inundações repentinas que destruíram estradas na ilha. As regiões montanhosas de Maui registraram até 600 mm de chuva. A Agência de Gestão de Emergências do Havaí alertou para os riscos ainda presentes após a passagem da tempestade, como áreas alagadas e linhas de energia caídas.
Durante a noite de sábado (15), o governador atribuiu uma morte relacionada a um acidente de carro à tempestade, mas não estava claro se esse incidente estava diretamente ligado a Lala. Outra vítima foi encontrada morta durante o evento meteorológico, mas as circunstâncias da morte permanecem desconhecidas.
Danos nas infraestruturas e desafios para equipes de emergência
Em mensagem em vídeo no sábado à noite, Darryl Oliviera, administrador interino da Defesa Civil do Condado do Havaí, relatou resgates em andamento. Um caso notável envolveu uma idosa retirada de uma árvore após sua casa ter sido levada pela enxurrada. “Um rio de água” transbordou em Naalehu, levando embora muitos pertences dos moradores locais.
No sudeste da Ilha Grande do Havaí, partes da rodovia Pāhala cederam durante a noite entre sábado e domingo. Isso interrompeu o acesso a uma área onde está localizado um dos poucos hospitais da região. Green comentou que os destroços na rodovia formaram uma nova cachoeira e danificaram pequenas pontes.
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Deborah Funai Brown, moradora antiga da região afetada, descreveu à KHNLKGMB — emissora afiliada da CNN — o colapso como “catastrófico”, destacando que até 2.500 pessoas ficaram ilhadas após as águas romperem um muro de pedra e invadirem a rodovia.
A resposta das autoridades
Lala se intensificou para uma tempestade de Categoria 1 no sábado (15) e passou pelo ponto mais próximo da Ilha Grande cerca das 17h (horário local). O Centro Nacional de Furacões indicou que a parede do olho estava localizada aproximadamente 48 km ao sul da ilha naquele momento.
Espera – se que as equipes emergenciais enfrentem grandes desafios enquanto lidam com os danos ao longo desta semana.
O governador mencionou um número recorde de interdições nas estradas e interrupções prolongadas no fornecimento elétrico. O Major – General Stephen F. Logan relatou que as consequências dessa situação impactaram seriamente os moradores locais.
O principal desafio das equipes é remover árvores derrubadas pela tempestade antes que possam restabelecer completamente a energia elétrica.
A confiança das autoridades estaduais é alta quanto à capacidade de enfrentar esse esforço massivo de limpeza pós – tempestade. No entanto, tropas militares estão em alerta para prestar assistência adicional se necessário.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



