Magical Sisters LuluttoLilly: Studio Pierrot volta ao gênero magical girl após 28 anos

O estúdio de Naruto e Bleach aposta em um anime leve sobre duas irmãs que recebem poderes mágicos por um ano.

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Foto: Reprodução

Magical Sisters LuluttoLilly: um retorno inesperado do Studio Pierrot

O lançamento de Magical Sisters LuluttoLilly (Mahou no Shimai Lulutto Lilly) marca um momento significativo: o retorno do Studio Pierrot ao gênero magical girl após um período de 28 anos. A premissa da obra reflete a motivação por trás do projeto, que se distancia de fórmulas tradicionais.

A série estreou no Japão com uma proposta inovadora, diferente das franquias mais conhecidas do estúdio, como Naruto e Bleach. Em entrevista ao Oricon News, o produtor Yuhei Fukui revelou a origem da ideia. “Nossa empresa produziu muitas obras, como Naruto e Bleach, que focam muito em batalhas. Mas desta vez, o produtor responsável disse: ‘Estou tão cansado de batalhas’”, explicou Fukui.

A declaração demonstra um reconhecimento da exaustão do estúdio com o gênero de ação pesado, que dominou seu trabalho nas últimas décadas. Fukui acredita que a mudança de direção é uma resposta ao cenário atual do consumo de anime. “Em um mundo com tanta informação, sentimos a necessidade de um anime com um universo gentil e reconfortante”, afirmou o produtor.

O objetivo é criar uma experiência de visualização mais leve e relaxante, diferente de animes que exigem atenção constante. A narrativa se concentra em conflitos emocionais e cotidianos das protagonistas, Fuu e Rui, que recebem poderes mágicos e precisam mantê-los em segredo por um ano.

Magical Sisters LuluttoLilly acompanha as irmãs que se reencontram após um longo período de afastamento. A limitação dos poderes, com duração de apenas um ano, impõe um conflito central à história. A série busca explorar dinâmicas familiares e emocionais, em vez de confrontos épicos e batalhas intensas.

O Studio Pierrot possui uma longa história no gênero magical girl, tendo produzido séries clássicas nas décadas de 1980 e 1990. Após se concentrar em grandes shonen de ação, o estúdio retorna ao gênero, não como uma aposta no desconhecido, mas como um resgate de uma tradição que ajudou a construir, agora reinterpretada para um público que busca algo mais leve e tranquilo.

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