Magda Chambriard, presidente da Petrobras, alerta que a Braskem pode estar “deixando dinheiro sobre a mesa” ao não explorar sinergias. Mudanças à vista!
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a Braskem pode estar “deixando dinheiro sobre a mesa” ao não explorar totalmente as sinergias com a estatal. Essa situação pode mudar com a possível entrada da gestora IG4 no controle da petroquímica, um processo que ainda precisa da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
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Durante uma teleconferência com investidores, Chambriard explicou que a estrutura societária atual limita a integração entre as duas empresas. Atualmente, a Petrobras compartilha o controle da Braskem com a Novonor, que possui a maioria administrativa por meio de um acordo de acionistas vigente.
Chambriard mencionou que existe um acordo entre a Novonor e a IG4, que representa bancos credores da Braskem, para alterar a estrutura societária da petroquímica. No entanto, essa mudança ainda aguarda a análise do Cade. A aprovação, que era esperada para 16 de fevereiro, não ocorreu, e a expectativa é que a decisão atrase cerca de um mês.
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“Essa é uma etapa absolutamente necessária para que possamos firmar um novo acordo de acionistas, provavelmente com a IG4, para melhor aproveitar as sinergias entre o Sistema Petrobras e a Braskem”, afirmou a presidente da estatal.
Chambriard expressou a expectativa de que a mudança societária possibilite uma maior integração entre as empresas. “Entendemos que essas sinergias não estão sendo aproveitadas como deveriam, e, portanto, a Braskem deixa dinheiro sobre a mesa ao não utilizá-las”, disse.
O diretor financeiro e de relacionamento com investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo, informou que a companhia já decidiu internamente não exercer o direito de preferência na operação, caso as condições analisadas se confirmem. Ele também mencionou que a Petrobras não acionará o mecanismo de tag along, que permite ao acionista minoritário vender sua participação nas mesmas condições de uma mudança de controle.
Melgarejo ressaltou que a Braskem continua sendo considerada estratégica para a Petrobras, especialmente pelas sinergias operacionais entre as duas empresas. No entanto, ele afirmou que não há discussões sobre possíveis aportes financeiros na Braskem no momento. “Qualquer decisão dependerá da conclusão do processo societário e da aprovação do Cade”, concluiu.
Enquanto isso, o atual acordo de acionistas entre Petrobras e Novonor permanece em vigor.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.