Lula visita IMT em São Caetano do Sul para discutir ampliação de biocombustíveis nesta segunda-feira

Lula discute a ampliação da mistura de biocombustíveis com representantes do setor, destacando a importância de estudos técnicos para futuras regulamentações.

Abastecimento de etanol tende a crescer

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), situada em São Caetano do Sul (SP), está marcada para esta segunda – feira, dia 13. O encontro ocorre em um momento crucial, com debates em torno da ampliação da mistura obrigatória de biocombustíveis.

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Representantes do setor afirmam que a presença de Lula reforça a relevância dos estudos técnicos na definição dos novos percentuais obrigatórios.

Durante a visita, o presidente estará acompanhado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e juntos acompanharão os testes que avaliam misturas de biodiesel variando entre B 16 e B 25. Esses ensaios são parte de um programa coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, que busca subsidiar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro e futuras decisões sobre o aumento da participação do biodiesel, que atualmente está fixada em 15%.

Expectativas do Setor

A Aprobio (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) acredita que a metodologia dos testes fornecerá suporte técnico fundamental para as futuras decisões regulatórias. A entidade defende que já existem elementos suficientes para permitir a adoção das misturas B 16 e B 17.

Segundo a Aprobio, experiências realizadas pelo setor automotivo e por empresas de biocombustíveis demonstraram resultados positivos com misturas superiores às usadas atualmente, incluindo testes com até 20% de biodiesel.

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Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio, destaca que as experiências realizadas mostram resultados favoráveis e reforçam a viabilidade de avançar nas misturas até o B 25. Em consonância com essa visão, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) considera a visita uma ótima oportunidade para que o governo observe diretamente o programa de testes conduzido pelo Instituto Mauá, reconhecido como um dos maiores do mundo voltados para esse setor.

A Abiove enfatiza que é essencial que a expansão da mistura obrigatória seja fundamentada em evidências técnicas sólidas quanto ao desempenho, qualidade e segurança dos combustíveis, visando viabilizar a adoção dos novos percentuais propostos.

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Reunião Adiada do CNPE

A agenda presidencial também acontece poucos dias após o governo ter adiado pela terceira vez uma reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), que iria discutir o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina, passando de 30% para 32%.

Essa reunião foi remarcada para terça – feira, dia 14.

Essa proposta vem sendo debatida desde maio deste ano, quando ocorreu o cancelamento da primeira reunião sobre o tema. Desde então, outras duas tentativas de votação também foram adiadas. O aumento da mistura tem apoio tanto do governo quanto do setor sucroenergético.

Embora o Ministério de Minas e Energia afirme não ser necessário repetir os testes realizados antes da adoção do E 30, essa posição foi questionada por parte do setor de combustíveis. Isso levou à realização de novas avaliações técnicas antes da apreciação final pelo CNPE.