Lula veta Lei dos Safristas, que excluía salário de safra do cálculo da renda familiar

Veto à Lei dos Safristas preocupa trabalhadores rurais temporários que podem perder benefícios sociais.

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Bolsa Família revisa regras para quem consegue trabalho temporário | Foto: Reprodução / Shutterstock

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei 715/2023, a chamada Lei dos Safristas, que excluía o salário dos contratos de safra do cálculo da renda familiar para benefícios sociais.

Com o veto, trabalhadores temporários podem perder benefícios, o que gera apreensão entre famílias que dependem desse apoio fora dos períodos de colheita.

Impactos no acesso a programas assistenciais

O principal objetivo da medida era desvincular os rendimentos obtidos com a safra da apuração da renda que define o direito aos auxílios do governo.

A exclusão visava proteger famílias de perderem suporte vital apenas por conta da renda sazonal do trabalho rural em momentos cruciais para sua sobrevivência econômica familiar.

A apreensão é palpável entre as pessoas dependentes desse programa social e dos complementos financeiros gerados pelos trabalhos temporários fora das épocas mais intensas de plantio. O risco apontado pela decisão presidencial pode comprometer a estabilidade financeira dessas comunidades rurais durante todo o ano civil, não se limitando somente à época colheita.

Justificativas fiscais no centro do debate

Por outro lado, os argumentos oficiais que embasam esse veto estão ligados ao planejamento fiscal rigoroso da União. Segundo informações divulgadas sobre o caso, há uma preocupação com a criação contínua de despesas públicas sem fontes claras ou garantias sólidas para seu financiamento futuro.

Essa postura reflete um alinhamento direto com as diretrizes atuais de cautela orçamentária e gestão dos recursos públicos diante das incertezas apresentadas pela conjuntura econômica nacional em 2026. A manutenção dessa política busca reforçar parâmetros mais rígidos na administração financeira estatal.

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O destino do projeto no Congresso Nacional

Com o veto presidencial formalizado, agora cabe ao Poder Legislativo decidir se irá manter essa decisão executiva que altera drasticamente os critérios sociais estabelecidos anteriormente pelo Governo Federal. O veto agora será analisado pelo Congresso, que pode mantê-lo ou derrubá-lo.

Se o veto for mantido, a proposta é arquivada. Por outro lado, caso o próprio Corpo Legislativo decida derrubar esse posicionamento do Executivo, há grande chance de restaurar integralmente as regras originais no acesso aos benefícios assistenciais temporários.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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