Lula vence Flávio Bolsonaro no 2º turno e DI para 2035 salta 263 pontos-base, a 15,375%

Mercado, posicionado para a vitória de Flávio, ajusta as apostas fiscais, a B3 eleva limites de alta e o Tesouro cancela dois leilões, mas mantém o de LFTs.

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Curva de juros se inclina nesta segunda-feira.

As taxas dos DIs, também conhecidas como juros futuros, dispararam na manhã de segunda-feira depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. O movimento pegou o mercado de surpresa.

Às 9h58, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,915%, com alta de 206 pontos-base ante o ajuste de 12,859% da sessão anterior. Lula obteve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

Taxa do DI para 2035 sobe 263 pontos-base

Na ponta longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2035 subia para 15,375%, com elevação de 263 pontos-base ante 12,745%. Os contratos de prazo mais longo tendem a refletir com mais clareza as expectativas para a política fiscal.

Profissionais consultados pela Reuters já projetavam, na noite de domingo, um forte avanço das taxas, sobretudo nos vencimentos mais distantes. Como boa parte do mercado estava posicionada para a vitória de Flávio, o ajuste desta manhã foi intenso.

Mercado vivia euforia com possível vitória de Flávio

No dia seguinte ao primeiro turno, quando Flávio ficou à frente de Lula, a taxa do DI para janeiro de 2035 chegou a recuar mais de 130 pontos-base. A euforia tinha como base a expectativa de que, com Flávio no Planalto, cresceriam as chances de um ajuste nas contas públicas.

Com a vitória de Lula no segundo turno, que garante mais um mandato, a curva a termo brasileira passou a registrar forte movimento de alta.

B3 eleva limites e Tesouro cancela dois leilões

Em função das oscilações, a B3 elevou, por meio de comunicado, todos os limites de alta das taxas dos DIs, em todos os vencimentos. Já o Tesouro Nacional informou nesta manhã o cancelamento do tradicional leilão de títulos indexados à inflação, previsto para terça-feira, e do leilão de papéis prefixados, marcado para quinta-feira.

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Na contramão, o Tesouro manteve o leilão de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), títulos indexados à taxa básica Selic, previsto para terça-feira. Ao anunciar os cancelamentos, o órgão buscava evitar que as taxas dos títulos e dos DIs subissem ainda mais.

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