Marcelo Checon fatura milhões com convênios do Governo Lula

Marcelo Checon expande negócios com convênios milionários do Governo Lula, gerando controvérsia judicial após vitória contestada.

27/08/2026 14:42

4 min

Marcelo Checon é dono da MChecon Design e Cenografia, empresa do ramo de eventos que já ofereceu serviços para o Rock In Rio, o Lollapalooza e os carnavais do Rio e de São Paulo | Divulgação/MChecon
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Em um período de três anos após a posse do governo atual, Marcelo Checon acumulou faturamento na casa dos milhões com contratos firmados junto ao Poder Executivo federal por meio de sua empresa.

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Segundo apuração realizada pelos jornalistas Ricardo Chapola e Hugo Marques para o Portal Power360, os negócios movimentaram cerca de R 63 milhões em decorrência da assinatura de treze diferentes convênios governamentais pela MChecon Design e Cenografia

Faturação milionária: Contratos federais

O empresário é amigo próximo de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e possui uma longa trajetória no setor de eventos. A companhia já prestou serviços importantes como nos carnavais do Rio e São Paulo, além dos grandes festivais Rock in Rio e Lollapalooza.

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Os contratos cobrem diversas pastas ministeriais essenciais para a administração pública brasileira, incluindo os ministérios das Fazenda, Educação, Cultura, Trabalho, Assistência Social, Turismo e Desenvolvimento Agrário. Antes mesmo da posse presidencial em 2023, o vínculo com o governo federal era modesto: Checon possuía apenas um contrato registrado por R 197 mil

Acúmulo de serviços continuados

O primeiro grande acordo ocorreu no final do ano de 2023, quando o Ministério da Cultura contratou a MChecon após vencer um pregão para eventos.

A vitória na licitação foi contestada judicialmente; uma das empresas derrotadas alegou irregularidades e prejuízo estimado em R 6 milhões. Embora os ministros do TCU tenham reconhecido parcialmente alguns argumentos levantados pela parte contrária, eles acabaram por manter o certame original realizado pelo governo

Detalhes dos contratos. Após esse contrato inicial com sucesso, outros órgãos federais passaram a contratar serviços sem que fosse necessário passar novamente pelos processos de licitações mais rigorosos:

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1º Contrato (2023): Firmado para organização da Expo Arena Cívica no valor pago de R 4.904.880,00

A sequência contratual mostra um aumento progressivo nos valores e na abrangência: em janeiro de 2024, o Ministério da Cultura recebeu pagamento por eventos continuados totalizando quase nove milhões.

Em março de abril do mesmo ano, a empresa manteve contratos com diferentes ministérios — como Educação e Desenvolvimento Agrário —, garantindo serviços contínuos que somaram mais recursos significativos ao seu faturamento junto à União

Relação pessoal no Planalto

Além dos laços comerciais evidentes, os dados sobre presença física indicam uma proximidade constante entre Checon e Lulinha. Entre 2023 e 2025, foram registrados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) umtotal de trinta e nove registros de entrada da companhia em Brasília.

O GSI também contabilizou quatorze entradas para Fábio Luís Lula da Silva nesse mesmo período; duas dessas visitas ocorreram até na mesma data que a passagem do empresário por ali

Viagens conjuntas. A coincidência não se limitou ao Planalto: os dados mostram ainda momentos compartilhados fora dos limites brasileiros. Os dois amigos iniciaram o relacionamento através de conhecidos mútuos, como Fernando Bittar. Em 2024, viajaram juntos para Portugal e visitaram Madri com um terceiro amigo.

Mais recentemente, em 2025, realizaram uma viagem conjunta aos países Japão e China — datas idênticas às visitas oficiais realizadas pelo presidente Lula nesses mesmos territórios internacionais

Declaração sobre a amizade

Diante das reportagens que traçam paralelos entre os negócios da MChecon Design e Cenografia e as movimentações políticas do Planalto pela família de Lulinha, o Poder360 procurou defesas legais dos envolvidos. Os advogados de Fábio Luís emitiram um comunicado oficial.

A defesa afirmou categoricamente: “Fábio Luís e Marcelo Checon possuem relação de amizade, que é pública e não tem qualquer ilicitude.” Eles contestaram veementemente quaisquer questionamentos baseados em mensagens vazadas ou relatórios policiais preliminares

Segundo a nota jurídica divulgada pelos representantes, esses documentos seriam meras hipóteses investigativas sem fatos conclusivos; portanto, “Nada ali justifica questionamento, investigação ou devassa”. A equipe legal criticou o problema dos vazamentos ilegais na pauta política do país.

Não houve manifestação por parte das demais instituições mencionadas até esta publicação. O Portal Power360 se comprometeu a atualizar as informações caso qualquer resposta adicional seja enviada aos jornalistas responsáveis pela matéria de apuração.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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