Lula lidera com 42% das intenções de voto para 2026, Flávio Bolsonaro tem 33%

A pesquisa do Instituto Nexus revela um cenário competitivo para as eleições de 2026

15/06/2026 22:46

4 min

Lula lidera com 42% das intenções de voto para 2026, Flávio Bolsonaro tem 33%
(Imagem de reprodução da internet).

Pesquisa aponta Lula com 42% das intenções de voto para 2026

Uma nova pesquisa do Instituto Nexus para o BTG, divulgada nesta segunda-feira (15), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 42% das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 33%.

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O levantamento, realizado entre 12 e 14 de junho com 2.017 eleitores, possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo foi financiado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE.

Entre os demais pré-candidatos, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 4% cada, ambos dentro da margem de erro. Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) registram 2% cada, enquanto Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) somam 1% cada.

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Os votos em branco e nulos representam 5%, e 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Simulação de segundo turno mostra Lula à frente

No cenário de segundo turno, Lula aparece pela primeira vez fora da margem de erro, à frente de Flávio Bolsonaro. Em abril, a diferença entre eles era mínima, com Lula em 46% e Flávio em 45%. Em maio, Lula subiu para 47% e Flávio para 43%. Agora, em junho, Lula alcança 49%, enquanto Flávio permanece com 43%, resultando em uma diferença de seis pontos percentuais.

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Marcelo Torkarski, CEO da Nexus, destacou que os números ainda não indicam uma vitória de Lula no primeiro turno, estimando que, se considerados os votos válidos, Lula estaria em torno de 46%.

Torkarski acredita que a tendência aponta para um segundo turno entre os dois pré-candidatos, já que os demais concorrentes não ultrapassam a barreira dos dois dígitos nas pesquisas.

Crescimento da rejeição a Flávio Bolsonaro

Um dos dados mais relevantes da pesquisa foi o aumento da rejeição a Flávio Bolsonaro, que passou de 48% em abril para 52% em junho. Torkarski relacionou esse aumento ao episódio dos áudios envolvendo Flávio e o empresário Vorcaro, que impactou o eleitor não polarizado.

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A rejeição a Lula, por sua vez, permaneceu estável, caindo de 48% em abril para 47% em junho, enquanto o percentual de entrevistados que afirmam que votariam exclusivamente nele subiu de 34% para 38%.

No campo da aprovação de governo, a aprovação de Lula superou a desaprovação pela primeira vez desde o início da série histórica, em março. Torkarski observou uma melhora gradual na aprovação, que se acelerou após a implementação de novas medidas pelo governo.

Comportamento do eleitor não polarizado

Torkarski explicou que o eleitor não polarizado, que representa 21% do eleitorado, tem se comportado de forma mais próxima ao eleitor de Lula. Nas últimas rodadas, Lula e Flávio estavam empatados entre esse grupo, mas agora a diferença é de seis pontos a favor de Lula.

Esse eleitor tende a ser mais escolarizado e reside em centros urbanos, considerando questões de soberania nacional.

Sobre a terceira via, Torkarski afirmou que os pré-candidatos fora da polarização não conseguem atrair esse eleitor. Embora 24% dos entrevistados prefiram um candidato que não seja nem Lula nem Flávio, apenas metade desse grupo está votando em algum nome de terceira via no primeiro turno.

Percepção dos brasileiros sobre medidas dos EUA

A pesquisa também abordou a percepção dos brasileiros sobre duas medidas dos Estados Unidos. Em relação à classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, 37% acreditam que isso ameaça a segurança, enquanto 30% acham que melhorará a segurança e 23% consideram que não haverá interferência direta.

Quanto às tarifas comerciais impostas pelos EUA, 42% atribuem mais culpa a Flávio Bolsonaro, enquanto 39% responsabilizam Lula.

Torkarski interpretou esses dados como reflexo da polarização, onde eleitores de Flávio e Lula se posicionam de forma oposta. A diferença está no comportamento do eleitor não polarizado, que se aproximou mais da narrativa do governo neste ciclo.

Expectativas para a eleição de 2026

Ao ser questionado sobre a estabilidade nas pesquisas, Torkarski reconheceu que o cenário começou a se movimentar. Ele citou que, há dois meses, Lula enfrentou uma derrota com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo, mas conseguiu reverter a situação ao promover uma agenda com o presidente americano, Donald Trump, e lançar programas populares. “O momento hoje da eleição é um pouco mais favorável a ele”, avaliou.

Apesar dos desafios, Torkarski ressaltou que Flávio Bolsonaro continua sendo o principal adversário de Lula. Ele acredita que a eleição será disputada, com muito ainda por acontecer, incluindo debates e maior exposição dos candidatos. “A eleição tende a ser apertada”, concluiu.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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