Lula Visita Juiz de Fora e Avalia Destruição Causada por Enchentes em Minas Gerais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará neste sábado, 28 de julho de 2026, para Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, para avaliar os estragos causados pelas fortes chuvas que atingiram a região. A cidade, considerada uma das mais afetadas pelos temporais recentes, receberá a atenção do governo federal em meio a uma crise humanitária.
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O objetivo da visita é verificar de perto a situação das vítimas e planejar ações de apoio.
Antes de sua chegada, o presidente Lula fará um sobrevoo pelas áreas mais prejudicadas, buscando ter uma visão geral dos danos. Em seguida, ele se reunirá com os prefeitos de Ubá e Matias Barbosa, além do prefeito de Juiz de Fora, para discutir as necessidades da população e as medidas a serem tomadas.
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O encontro acontecerá na sede da prefeitura municipal.
Resposta Governamental e Números da Tragédia
Desde o início das chuvas, o governo federal já disponibilizou R$ 5,4 milhões para Minas Gerais, destinados a ações emergenciais de resposta aos temporais. O valor será utilizado para fornecer socorro às vítimas, oferecer assistência humanitária e auxiliar na recuperação das áreas mais afetadas pelas enchentes.
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A situação é grave, com perdas de vidas e desabrigados.
Dados do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) revelam que 68 pessoas já perderam a vida na Zona da Mata devido às chuvas intensas. Cinco pessoas permanecem desaparecidas, com foco nas cidades de Ubá e Juiz de Fora. Ao longo dos dias, 238 indivíduos foram resgatados com vida, demonstrando a mobilização rápida das equipes de emergência.
O número de pessoas desalojadas e desabrigadas já ultrapassa 5.510, concentrados nos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa.
Estado de Calamidade e Questionamentos sobre Investimentos
Juiz de Fora se tornou a cidade mais afetada pela crise, levando o governo federal a decretar estado de calamidade pública por 180 dias. Essa medida visa agilizar processos e facilitar o fluxo de recursos entre os níveis estadual e federal, buscando uma resposta mais rápida e eficiente à emergência.
O governo de Minas Gerais tem sido pressionado a agir.
Em meio à tragédia, informações divulgadas pelo Portal da Transparência de Minas Gerais geraram debates sobre a falta de investimento em prevenção de desastres. Entre 2023 e 2025, o governo de Romeu Zema (Novo) reduziu em 96% os gastos com infraestrutura destinada a mitigar os impactos das chuvas, diminuindo os recursos de R$ 135 milhões para aproximadamente R$ 6 milhões.
Essa decisão reacendeu críticas sobre a necessidade de priorizar ações preventivas para evitar que situações como essa se repitam.
