Lula e Trump discutem facções criminosas e proposta de combate ao crime organizado
Lula e Trump discutem facções criminosas e propostas de combate ao crime organizado em reunião decisiva. Descubra os detalhes desse encontro impactante!
Reunião entre Lula e Trump aborda facções criminosas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou a Donald Trump um documento que contesta a classificação de facções criminosas, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), como organizações terroristas. O encontro entre os líderes ocorreu na quinta-feira (7).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Após a reunião, Lula informou a jornalistas que o assunto não foi discutido na Casa Branca.
O material entregue por Lula ao presidente dos Estados Unidos complementou os argumentos discutidos durante a reunião e incluiu pontos que não foram abordados na conversa, conforme relataram fontes próximas à reportagem. O documento foi organizado em quatro eixos principais: Comercial, com foco em tarifas; Cooperação para o combate ao crime organizado; Minerais críticos; e Brasileiros sancionados nos EUA.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Defesa do Pix e investigações
O documento também apresenta argumentos em defesa do Pix, um sistema de pagamento instantâneo que está sob investigação pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) na chamada “seção 301”, que investiga práticas consideradas desleais.
Os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas, mas o governo brasileiro se mostra relutante em relação a essa questão.
Leia também
Em reuniões técnicas com representantes americanos, a administração federal indicou que, de acordo com a legislação brasileira, essa classificação não seria viável. O argumento é que, segundo a lei, a atuação das facções não envolve crimes de ódio ou religiosos, mas sim a busca por lucro através do tráfico de armas e drogas.
Proposta de combate ao crime organizado
Após o encontro, Lula sugeriu a Trump a formação de um grupo de trabalho para o combate ao crime organizado. “Eu disse para ele [Trump] que estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, da América Latina, quiçá com todos os países do mundo, para criarmos um grupo forte de combate ao crime organizado”, afirmou Lula.
O presidente destacou a necessidade de um esforço conjunto no combate ao crime organizado e elogiou as iniciativas do Brasil nesse campo, ressaltando a importância da atuação da Polícia Federal. “O Brasil possui expertise. Tem uma extraordinária Polícia Federal, com vasta experiência no combate às drogas e ao tráfico de armas. É fundamental reconhecer que parte das armas que chegam ao Brasil provém dos Estados Unidos, assim como a lavagem de dinheiro que ocorre em estados americanos”, concluiu Lula.