Lula e Flávio Bolsonaro: quem tem mais fôlego para crescer na eleição
Debate entre Bortoletto e Cardozo analisa empate técnico e rejeição como fatores decisivos para o segundo turno.
O empresário Leonardo Bortoletto e o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo se enfrentaram em um debate na última sexta – feira (18) sobre os rumos da eleição presidencial. Durante o programa O Grande Debate, exibido de segunda a sexta às 23h, os dois analisaram os números mais recentes do Datafolha e discutiram qual dos candidatos tem mais potencial de crescimento nas próximas semanas.
A pesquisa divulgada nesta semana mostra um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno. O atual presidente aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% do adversário — diferença que fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Já no primeiro turno, Lula marca 39%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 36%. Brancos e nulos somam 8%, e os indecisos representam 1% do eleitorado.
Rejeição como trunfo eleitoral
Para Bortoletto, o cenário exige que se olhe com cuidado para dois indicadores distintos. “A intenção de voto é mais importante para o primeiro turno e a rejeição é mais importante para o segundo turno”, afirmou o empresário. Na visão dele, o volume diário de informações torna impossível prever quem terminará a primeira etapa à frente, já que ambos estão tecnicamente empatados.
Bortoletto argumentou que estar no comando do país expõe Lula a um desgaste natural. “Tudo aquilo que de negativo vem a acontecer na nação tem como tendência a cair no colo de quem está com a caneta”, disse. Ele citou a segurança pública, a administração econômica e a chamada insegurança jurídica como fatores que podem aumentar a rejeição ao atual mandatário.
Na avaliação dele, Flávio Bolsonaro sai na frente para o segundo turno neste momento.
Cardoso vê problemas dos dois lados
Cardoso, por sua vez, defendeu que a análise precisa deixar de lado as preferências pessoais. “Nós temos que separar a racionalidade da nossa paixão, do nosso desejo”, declarou. O comentarista concordou que quem está no governo sofre as consequências, mas ponderou que Flávio Bolsonaro também enfrenta dificuldades relevantes.
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Ele mencionou as investigações e os novos fatos que surgem com frequência envolvendo o candidato da oposição. Na visão de Cardoso, Flávio estaria “atolado num conjunto de confusões”, e novos episódios continuam aparecendo, contrariando a afirmação do próprio candidato de que tudo estaria esclarecido.
O comentarista disse que não pretende culpar ninguém antes de uma apuração adequada, mas acredita que o discurso adotado por Flávio não se sustenta até o fim do segundo turno. “A eleição está empatada e ninguém sabe o que vai acontecer”, concluiu.