Lula diz que ‘se sentiu no MP’ em sabatina e cobra desculpas da imprensa pela Lava Jato

Em sabatina realizada pela TV Globo nesta quinta-feira (27), Luiz Inácio Lula da Silva chegou a brincar que se sentia “no Ministério Público” durante as perguntas.
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O presidente reeleição foi abordado por jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos com foco quase exclusivo nas investigações conduzidas pela Polícia Federal contra figuras ligadas a ele, sem espaço significativo dedicado às propostas do futuro governo federal.
Investigações sobre o filho de Lula
A maior parte dos apontamentos em relação à visita concentrou-se nos inquéritos abertos na PF envolvendo Fábio Luís Lula da Silva.
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Diante disso, Luiz Inácio condenou publicamente um histórico de perseguição jurídica contra si mesmo: “Eu conheço isso muito bem porque eu já vivi”, declarou o presidente. Ele ressaltou ter sido vítima do processo durante a Operação Lava Jato— acusando – a como “a maior mentira” contada para afastá-lo da eleição.
Por conta desse período em que ficou 580 dias preso, Lula afirmou querer provar que Moro e Dallagnol são mentirosos.
Posicionamento sobre os inquéritos abertos pela PF
Questionado especificamente pelos jornalistas Tralli e Vasconcellos acerca de Fábio Luís – investigado em três inquéritos abertos pela Polícia Federal neste ano —, o presidente reforçou sua convicção no direito à presunção de inocência do filho.
Lula garantiu não usar seu mandato para beneficiá-lo ou interferir nas apurações. “Não vou fazer um milímetro de movimento para proteger meu filho”, afirmou, reiterando que é dever dele provar a própria inocência em vez disso.
“O fato de ter pego conversas no telefone não justifica absolutamente nada,” completou Lula sobre as acusações contra o filho, esclarecendo ainda que todas as informações divulgadas são provenientes apenas dos vazamentos das investigações.”
Escândalos e o papel da máquina pública
Sobre os questionamentos envolvendo Marco Aurélio Ribeiro como ex-chefe de gabinete, Luiz Inácio admitiu que as investigações levantam suspeitas, mas disse que não há comprovação de que a lobista conseguiu o que queria. Ele disse ser “totalmente errado” um chefe de gabinete atuar assim. Segundo Lula, a função do chefe de gabinetes é meramente encaminhar solicitações para dentro do ministério; só haveria crime se fosse comprovado desvio financeiro público.
Em relação ao escândalo dos descontos irregulares nas aposentadorias concedidas pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), o presidente destacou que seu governo conseguiu reverter um esquema iniciado em 2019 no período Bolsonaro. Segundo ele e os órgãos públicos tiveram total liberdade investigativa nesse processo.”
A série das entrevistas com candidatos.“Já devolvemos R$ 3 bilhões aos aposentados,” afirmou Lula, detalhando como esse valor será ressarcido pelos bens apreendidos da quadrilha criada naquele ano.
Lula é apenas mais na sequência do ciclo de debates presidenciais; já foram entrevistados Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Nesta sexta-feira (28), o foco estará no senador Flávio Bolsonaro. Em outras ocasiões recentes, outros nomes também se destacaram em suas falas: Romaeu Zema teria feito uma gafe ao mencionar propostas contra mulheres, enquanto Ronaldo Caiado defendeu a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



