Lula avalia incorporar propostas de Cury para atrair eleitor de direita em 2026

A estratégia petista busca atrair eleitores de direita e manter Cury neutro em eventual segundo turno contra o bolsonarista.

Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Augusto Cury (Avante)

A campanha do presidente Lula (PT) avalia incluir propostas do candidato Pablo Cury (Avante) no plano de governo para as eleições de 2026. A estratégia, segundo integrantes do QG petista, busca afastar Cury do adversário do PL. Mesmo que não consiga um apoio explícito do escritor, o PT trabalha para que ele se mantenha neutro em um eventual segundo turno entre Lula e o senador bolsonarista.

Interlocutores do PT já iniciaram conversas com o Avante para sondar possíveis reações após o primeiro turno. A avaliação interna é que há propostas aproveitáveis na campanha de Cury, mas ideias consideradas mais mirabolantes, como o uso de drones para proteger mulheres vítimas de violência, foram descartadas de antemão.

Outros alvos e dificuldades na reta final

Outro nome que pode receber acenos do PT é Renan, do Missão. A campanha do empresário focou em ataques contra Flávio nesta reta final, especialmente depois que Renan ficou de fora do último debate antes de 4 de outubro, marcado para esta quinta – feira (1) pela TV Globo.

Tanto Renan quanto Cury foram críticos de Lula ao longo de toda a campanha e têm um perfil de eleitorado mais ligado à direita. Renan, no entanto, conversa com o público jovem brasileiro — uma fatia que a campanha do PT teve dificuldade em conquistar no primeiro turno.

O PT planeja procurar todos os adversários que ficarem para trás após o domingo. A avaliação, porém, é que com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) a aproximação será mais difícil, devido ao posicionamento consolidado contra o partido.

Negociações com aliados e cenário de segundo turno

O ex – governador de Goiás também atacou Flávio durante a campanha, e uma possível posição de apoio ao senador no segundo turno ainda é incerta. Dirigentes do PT já conversam com o vice na chapa de Caiado, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e apostam as fichas nele para viabilizar um eventual acordo.

Já Romeu Zema escalou ataques contra Flávio e depois recuou. Novo e PL mantêm alianças em vários estados, o que dificulta uma aproximação com o PT. A disputa presidencial tem grandes chances de ir para o segundo turno, avaliam especialistas.

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