Luiz Marinho critica pedido de compensação em debate sobre jornada de trabalho em Belo Horizonte
Luiz Marinho critica pedido de compensação em debate sobre jornada de trabalho e defende a produtividade dos trabalhadores. Entenda os detalhes dessa polêmica!
Ministro do Trabalho Critica Pedido de Compensação em Debate sobre Jornada de Trabalho
O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, fez críticas nesta quinta-feira (21) ao pedido de compensação para as empresas, em meio às discussões sobre a redução da jornada de trabalho dos brasileiros. A declaração foi feita durante um debate na comissão especial sobre a escala 6×1, realizado em Belo Horizonte.
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Marinho destacou que “o trabalhador e a trabalhadora, quando estão satisfeitos, produzem mais. Não venham com essa história de compensação, pois ela já está refletida nos dados que apresento, na diminuição das faltas e no aumento da produtividade”.
Representantes de diversos setores têm alertado que a redução da jornada de trabalho pode gerar um impacto econômico de R$ 160 bilhões para os empresários, solicitando uma amortização desse custo. No entanto, o governo se opõe à ideia de compensação, argumentando que conquistas anteriores dos trabalhadores, como a aprovação da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e a redução da jornada em 1988, não contaram com apoio estatal.
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Apelo por Sensibilidade no Parlamento
Marinho também pediu “sensibilidade de todo o parlamento” para a aprovação do relatório da PEC que visa o fim da escala 6×1, a ser apresentado na segunda-feira (25) pelo relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). “O presidente da comissão está comprometido, Hugo Motta tem sinalizado apoio para acabar com a escala 6×1, mas precisamos que o conjunto de deputados aprove a PEC com 308 votos”, afirmou.
Críticas à Ideia de Compensação
Leo Prates, que também participou do debate em Minas Gerais, criticou a noção de compensação, afirmando que isso “remete a uma cultura escravocrata”. Ele ressaltou que “muitas pessoas falam em compensação. Se muitos acreditam que os empresários devem ser compensados, estão insinuando que a hora do trabalhador pertence a eles.
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Essa ideia é completamente inadequada”.
Além de Marinho e Leo Prates, estiveram presentes o ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP), da Secretaria-Geral da Presidência da República, o ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias (PT-PI), e os deputados federais Rogério Correia e Alencar Santana (PT-SP), presidente da comissão especial que analisa a PEC na Câmara.