Luiz Marinho critica pedido de compensação em debate sobre jornada de trabalho em Belo Horizonte

Luiz Marinho critica pedido de compensação em debate sobre jornada de trabalho e defende a produtividade dos trabalhadores. Entenda os detalhes dessa polêmica!

22/05/2026 05:11

2 min

Luiz Marinho critica pedido de compensação em debate sobre jornada de trabalho em Belo Horizonte
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro do Trabalho Critica Pedido de Compensação em Debate sobre Jornada de Trabalho

O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, fez críticas nesta quinta-feira (21) ao pedido de compensação para as empresas, em meio às discussões sobre a redução da jornada de trabalho dos brasileiros. A declaração foi feita durante um debate na comissão especial sobre a escala 6×1, realizado em Belo Horizonte.

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Marinho destacou que “o trabalhador e a trabalhadora, quando estão satisfeitos, produzem mais. Não venham com essa história de compensação, pois ela já está refletida nos dados que apresento, na diminuição das faltas e no aumento da produtividade”.

Representantes de diversos setores têm alertado que a redução da jornada de trabalho pode gerar um impacto econômico de R$ 160 bilhões para os empresários, solicitando uma amortização desse custo. No entanto, o governo se opõe à ideia de compensação, argumentando que conquistas anteriores dos trabalhadores, como a aprovação da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e a redução da jornada em 1988, não contaram com apoio estatal.

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Apelo por Sensibilidade no Parlamento

Marinho também pediu “sensibilidade de todo o parlamento” para a aprovação do relatório da PEC que visa o fim da escala 6×1, a ser apresentado na segunda-feira (25) pelo relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA). “O presidente da comissão está comprometido, Hugo Motta tem sinalizado apoio para acabar com a escala 6×1, mas precisamos que o conjunto de deputados aprove a PEC com 308 votos”, afirmou.

Críticas à Ideia de Compensação

Leo Prates, que também participou do debate em Minas Gerais, criticou a noção de compensação, afirmando que isso “remete a uma cultura escravocrata”. Ele ressaltou que “muitas pessoas falam em compensação. Se muitos acreditam que os empresários devem ser compensados, estão insinuando que a hora do trabalhador pertence a eles.

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Essa ideia é completamente inadequada”.

Além de Marinho e Leo Prates, estiveram presentes o ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP), da Secretaria-Geral da Presidência da República, o ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias (PT-PI), e os deputados federais Rogério Correia e Alencar Santana (PT-SP), presidente da comissão especial que analisa a PEC na Câmara.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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