Luiz Bangbala, o “mestre dos mestres”, será lembrado! Sepultamento do respeitado ogan do candomblé em 17/02/2026 no Rio de Janeiro. Uma vida dedicada à tradição
O corpo de Luiz Bangbala, respeitado como o ogan mais antigo do Brasil, será sepultado nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, no Cemitério Jardim Mesquita, localizado na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Bangbala faleceu na noite do último domingo (15 de fevereiro) aos 106 anos, após uma longa vida dedicada à tradição do candomblé.
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A notícia do falecimento foi divulgada pela esposa, Maria Moreira, através das redes sociais. Em mensagem emocionante, ela expressou a profunda tristeza pela perda de uma figura central no candomblé, descrevendo-o como “o mestre dos mestres” e “orgulho” da família.
A viúva também mencionou a dor sentida pela comunidade religiosa, que perdeu um dos seus líderes mais importantes.
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Luiz Bangbala, nascido Luiz Ângelo da Silva em 21 de junho de 1919, em Salvador (BA), iniciou sua jornada no candomblé como ogan, responsável por conduzir os ritmos das cerimônias e receber os orixás. Mais tarde, mudou-se para Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde residiu até seu falecimento.
Sua contribuição foi notável, sendo um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy e autor de diversos álbuns de cânticos em língua iorubá.
Ao longo de sua vida, Bangbala recebeu diversos prêmios e homenagens, incluindo a Ordem do Mérito Cultural em 2014, concedida pela Presidência da República. Em 2020, a escola de samba Unidos do Cabuçu também o homenageou, e em 2024, o Centro Cultural Correios organizou uma exposição em sua homenagem.
O babalorixá Ivanir dos Santos o descreveu como “o grande griot das nossas tradições”, ressaltando sua importância na preservação da memória e dos rituais do candomblé.
Ivanir dos Santos concluiu, enfatizando a presença contínua de Bangbala na cultura afro-brasileira: “Ele nos deixou, mas vai sempre continuar presente aos nossos afazeres, no dia-a-dia dessas práticas. Agora ele também é um ancestral nosso. Que continua nos iluminando e sendo presente nas nossas ações dentro das casas de candomblé, dos blocos afros, dentro dessa cultura tão vasta que marca a identidade do povo afro-brasileiro“.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.