Lito Sousa é diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob e especialistas explicam o diagnóstico
Lito Sousa enfrenta um diagnóstico desafiador, enquanto especialistas ressaltam a complexidade e a gravidade da doença de Creutzfeldt-Jakob.
Lito Sousa, influenciador e especialista em aviação de 59 anos, foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt – Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e fatal. De acordo com estudos, aproximadamente 85% dos casos da doença são esporádicos, ou seja, não têm uma causa específica identificada, enquanto as formas hereditárias e adquiridas são menos comuns.
A Dra. Alice Del Colletto, professora de Biomedicina, explica que o diagnóstico da Creutzfeldt – Jakob pode ser complicado devido à sua raridade. “Os sintomas iniciais podem variar e se confundir com outras doenças, dificultando a identificação”, afirma.
Para chegar ao diagnóstico correto, os médicos utilizam exames como ressonância magnética do cérebro, eletroencefalograma e análise do líquido cefalorraquidiano. A especialista destaca que “atualmente, testes mais específicos, como o RT – QuIC, podem auxiliar na identificação de alterações relacionadas aos príons e aumentar a precisão diagnóstica”.
Sintomas e evolução da doença
Os primeiros sinais da doença incluem perda de coordenação motora (ataxia), tremores e espasmos musculares involuntários (mioclonia). Além disso, os pacientes podem apresentar perda de memória, desordens mentais e demência, assim como distúrbios de linguagem, visão turva, fadiga e alterações no sono. À medida que a condição avança, surgem dificuldades para caminhar, falar e engolir.
Infelizmente, a maioria dos pacientes evolui para óbito em até um ano após o início dos primeiros sintomas. A Dra. Del Colletto observa que não há atualmente tratamentos capazes de estancar a progressão da Creutzfeldt – Jakob. A assistência é focada no controle dos sintomas e nos cuidados paliativos para garantir conforto aos pacientes e suporte às suas famílias.
Avanços em pesquisa e tratamento
Recentemente, uma nova terapia desenvolvida pela Universidade de Harvard começou a ser testada em pacientes com doenças priônicas — um grupo de enfermidades neurológicas raras que inclui a DCJ. As informações foram divulgadas pela Harvard Magazine na edição de setembro – outubro de 2026.
Esse tratamento utiliza RNA de interferência pequeno (siRNA), uma molécula projetada para reduzir a produção da proteína priônica (PrP), que desempenha um papel central no desenvolvimento dessas doenças. As enfermidades priônicas ocorrem quando proteínas assumem uma conformação anormal e se acumulam no sistema nervoso.
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Essa alteração está associada à destruição progressiva do tecido cerebral e ao surgimento de sintomas neurológicos graves.
A luta contra doenças complexas como a Creutzfeldt – Jakob continua sendo um desafio significativo na área da saúde. O desenvolvimento de novas terapias pode trazer esperança para aqueles afetados por essa condição devastadora.