Liquidação nos títulos dos EUA e Japão gera preocupações sobre inflação e pressões fiscais em 2026

Nesta terça – feira (18), os custos dos empréstimos de longo prazo entre os Estados Unidos, Japão e Alemanha alcançaram níveis históricos, gerando novas preocupações sobre a inflação e acentuando as pressões fiscais nas principais economias.
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Os rendimentos dos títulos de 30 anos nos EUA, considerados um indicador crucial no mercado de títulos públicos, atingiram a maior taxa desde 2007, em meio à alta dos preços do petróleo, que ultrapassou US 90 o barril.
Esse cenário se agrava à medida que as esperanças de um acordo pacífico entre os EUA e o Irã diminuem.
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No Japão, a inflação gera apreensão e expectativas de que o banco central possa aumentar a taxa de juros já em setembro. Isso fez com que os custos de empréstimo da referência de 10 anos chegassem ao maior nível em três décadas, próximo a 3%.
Na Europa, o rendimento do Bund alemão de 10 anos também subiu para seu patamar mais elevado desde 2011, enquanto os rendimentos franceses alcançaram o maior nível desde 2009. A relação é clara: quando o rendimento de um título aumenta, seu preço diminui.
Pressões inflacionárias e suas consequências
De acordo com Charu Chanana, estrategista – chefe de investimentos do Saxo Bank, “o mercado está exigindo um prêmio de prazo mais alto para manter dívida pública de longo prazo”. Essa situação ocorre em um contexto onde hiperescaladoras de inteligência artificial têm intensificado as vendas de títulos neste ano.
Além disso, déficits orçamentários crescentes e a falta de clareza na comunicação do Federal Reserve sob a liderança de Kevin Warsh têm contribuído para essa pressão.
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A liquidação nos mercados de títulos públicos tem impactos diretos nas economias globais. A dívida soberana estabelece uma referência importante para os custos de financiamento das empresas e outros empréstimos, como hipotecas. Recentemente, os rendimentos dos títulos dos EUA mostraram um apetite crescente dos investidores pela dívida pública, mesmo diante dos déficits fiscais em expansão.
Reação do mercado internacional
Os rendimentos nos títulos vendidos na semana passada nos EUA apresentaram aumento significativo, negociados em torno de 5,32%, com uma alta quase 40 pontos – base no último mês — o maior salto mensal desde dezembro de 2024. Dados do Departamento do Tesouro divulgados na segunda – feira mostram que as participações estrangeiras em Treasuries caíram em junho devido às reduções nas carteiras do Japão, Reino Unido e China.
O Japão continua sendo o principal detentor estrangeiro desses títulos.
A crescente taxa dos títulos japoneses — com empréstimos de 30 anos acima de 4% — começa a atrair novamente investidores locais que historicamente compram dívidas americanas. Chanana observa que “os rendimentos dos títulos do governo japonês (JGBs) estão agora muito mais competitivos à medida que o Banco do Japão normaliza sua política monetária”, indicando uma mudança significativa na dinâmica da demanda por Treasuries.
A queda nas posições do Japão em títulos dos EUA não implica que esteja abandonando esses ativos; ao contrário, sugere que Washington não pode contar automaticamente com a demanda estrangeira para absorver sua oferta adicional em um cenário onde os rendimentos estão se ajustando.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



