Lideranças Negras e Resistência Cultural: Nova Série Documental Impacta o Brasil

Brasil de Fato lança série documental chocante! Descubra o poder das mulheres negras que resistem e transformam o país. Terreiros como centros de luta e cuidado

(Imagem de reprodução da internet).

Série Documental Revela o Protagonismo Negro e a Resistência Cultural no Brasil

Em 13 de maio, data que celebra a luta contra a abolição e fortalece a resistência negra no país, o Brasil de Fato lança uma série documental impactante. Composta por cinco episódios, a obra destaca o protagonismo de mulheres negras que lideram comunidades de matriz africana, transformando terreiros em centros vibrantes de resistência política, social e cultural em diversas regiões do Brasil.

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A série explora trajetórias da capital, do interior e do litoral, revelando como essas lideranças femininas preservam saberes ancestrais, ao mesmo tempo em que enfrentam desafios como o racismo religioso e a exclusão social.

Os terreiros, longe de serem apenas espaços litúrgicos, são apresentados como territórios vivos de acolhimento para populações vulnerabilizadas, incluindo crianças, mulheres e a comunidade LGBT+. A ialorixá Luciana Bispo, do Ilê Obá Asé Ogodo, ressalta: “Eu vejo na história desse país que os espaços de maior cuidado, sem discriminação, são os quilombos e os terreiros”.

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A série demonstra como a visibilidade desses locais como espaços de cuidado, e não de estigmatização, pode gerar mudanças significativas na sociedade.

A prática de Luciana se materializa na coordenação do Lar Maria Sininha, um polo cultural reconhecido pela Unesco que atua na defesa dos direitos da infância. Herdando o legado de sua mãe, Aparecida Bispo, fundadora de ambas as instituições, Luciana promove a educação e o desenvolvimento de crianças e jovens negros, ensinando sobre autoestima, cultura e identidade.

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Alessandra Ribeiro, na Casa de Cultura Fazenda Roseira, em Campinas, também desempenha um papel fundamental na preservação do Jongo Dito Ribeiro, um patrimônio cultural que gera identidade e pertencimento para a comunidade.

Outras lideranças, como Mãe Claudia de Oya, do Ilê Asé Ojù Oyá, e Mãe Neide Ribeiro, à frente do Egbè Awo Asè Iyá Mesan Orun, utilizam suas tradições para denunciar os ataques ao culto como manifestações do racismo religioso. Elas buscam fortalecer a inserção das comunidades negras em conselhos públicos e organizações sociais, garantindo a preservação de suas culturas e a defesa de seus direitos.

A série também apresenta a perspectiva de Ekedi Eloiza Santos, da Ilê Omo Guian ti Oyá, em Ilhabela, que articula o zelo pelo sagrado com a preservação histórica, contribuindo para a valorização do patrimônio cultural local.