Líbano e Israel iniciam negociações em Roma para retirada de tropas israelenses do sul do país

O Líbano e Israel iniciaram novas rodadas de negociações nesta terça – feira (14) em Roma, na Itália. O governo libanês busca avanços para assegurar a retirada das forças israelenses do sul do país por meio de um acordo mediado pelos Estados Unidos, embora as expectativas para um progresso rápido sejam consideradas baixas.
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As conversas estão programadas para durar dois dias na embaixada dos EUA em Roma e têm como objetivo definir os passos para implementar um acordo – quadro entre as duas nações, segundo informações de autoridades libanesas à Reuters. Uma fonte mencionou que a mudança do local das negociações para a Itália facilitaria consultas entre as delegações e seus respectivos governos durante as discussões.
Posições de Israel e Líbano
No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou a repórteres em Tel Aviv que a implementação do acordo – quadro é “o único caminho a seguir” e enfatizou que Israel “demonstraria boa vontade em Roma”. Ele ressaltou que o país está preparado para avançar com a criação de duas “zonas – piloto” no sul do Líbano, onde o acordo prevê o desarmamento do Hezbollah, a retirada das tropas israelenses e o envio de tropas libanesas para essas áreas.
Por outro lado, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, fez declarações divulgadas por seu gabinete na noite anterior, afirmando ter orientado a delegação libanesa a exigir o “início imediato” da retirada israelense das zonas – piloto antes de qualquer outra discussão ser realizada.
Essa posição reflete uma preocupação significativa do governo libanês em relação à segurança nacional.
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Acordos anteriores e contextos de tensão
Em 26 de junho, uma reunião em Washington havia resultado em um entendimento sobre o conflito no Líbano que incluía o desarmamento de grupos armados — uma clara referência ao Hezbollah — além da presença de tropas libanesas no sul do país e a retirada gradual das forças israelenses.
No entanto, os ataques provenientes de Israel continuaram ao longo desse período, assim como os esforços para desarmar o grupo militante.
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O governo liderado por Benjamin Netanyahu alegou que suas tropas permaneceriam no sul do Líbano enquanto o Hezbollah continuasse armado. Recentemente, o Irã também exigiu o fim da guerra no Líbano como parte de um acordo provisório com a administração Biden assinado no mês passado; entretanto, esse entendimento foi rompido na semana passada com a intensificação das hostilidades entre os EUA e Teerã.
Atualmente, as Forças Armadas de Israel ocupam uma área que chamam de zona de segurança, situada cerca de 10 km dentro do território libanês e ao longo da fronteira entre os dois países. Autoridades israelenses justificam essa ocupação como necessária para proteger as comunidades do norte de Israel contra possíveis ataques lançados pelo Hezbollah.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



