Centro de Formação Abre Curso de Carpintaria Naval na Ilha do Fundão

Carpintaria naval ganha nova turma na Ilha do Fundão, impulsionando turismo sustentável nas comunidades pesqueiras afetadas pela poluição.

13/07/2026 12:59

3 min

Foto de 2022 da Agência Brasil registra abandono de embarcações na Baía de Guanabara, uma realidade que o curso busca reverter
Foto de 2022 da Agência Brasil registra abandono de embarcações ...

O Centro de Formação em Economia do Mar abriu inscrições para o curso Carpintaria Naval Artesanal até 10 de agosto e está recebendo moradores das comunidades pesqueiras da Baía de Guanabara.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As aulas terão início no dia 17 de agosto, na Ilha do Fundão, dentro do Hangar Náutico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A formação é destinada a residentes dos vinte e seis municípios que compõem as áreas mais afetadas pela poluição local.

Objetivo: Preservar ofício artesanal com energia renovável

O projeto visa não apenas capacitar profissionais em carpintaria naval, mas também resgatar um conhecimento historicamente restrito poucos mestres carpinteiros navais.

A terceira turma já iniciou o trabalho prático na construção de uma embarcação movida por fonte energética alternativa. Esse catamarã terá capacidade para 15 passageiros e será voltado ao turismo que utiliza a base comunitária como atrativo principal.

Sérgio Ricardo de Lima, idealizador da iniciativa e cofundador do Centro de Formação em Economia do Mar, explicou ainda aos jornalistas sobre os critérios seletivos: além de garantir representantes das comunidades envolvidas, há um foco grande na promoção da equidade de gênero e no incentivo à participação dos jovens.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Infraestrutura reformada apoiará o aprendizado

Os 30 estudantes selecionados receberão uma bolsa para que a frequência nas aulas não comprometa sua renda familiar. O curso terá duração total de cinco meses.

Para melhor atender ao número crescente de alunos interessados em aprender este ofício, está sendo realizada a reforma do hangar náutico — imóvel pertencente à União. Após as obras, os participantes terão acesso às três salas climatizadas com capacidade máxima para cento e vinte pessoas, além de refeitório completo, cozinha modernaizada e alojamentos adequados.

Leia também

Parceria entre instituições busca reviver o setor

A iniciativa é fruto da colaboração técnica que une diversas entidades: Movimento Baía Viva; Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), ligado à Petrobras por suas pesquisas em energia renovável; e ainda o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (Nides) da UFRJ.

O centro está localizado no Hangar Náutico na Ilha do Fundão. As aulas serão ministradas tanto pelos professores universitários quanto pelo mestre carpinteiro naval Roque.

A Baía enfrenta desafios ambientais críticos

Com mais de 300 quilômetros, a baía não é apenas um cenário turístico importante nas regiões metropolitanas cariocas: ela também abriga comunidades pesqueiras artesanais que enfrentam dificuldades crescentes para manter suas atividades econômicas diárias.

Atualmente, o espelho dágua disponível exclusivamente para pesca está restrito aos vinte e dois por cento. Esse quadro alarmante se deve à poluição causada pela falta estrutural do saneamento básico em conjunto com intensa ocupação industrial no entorno.

Experiência anterior aponta necessidade contínua

O projeto abrange as necessidades de sete municípios: Guapimirim; Duque de Caxias; Cachoeiras de Macacu; São Gonçalo; Maricá; Magé e Itaboraí.

As duas primeiras edições deste curso ocorreram entre 2023 e 2024. Naquela época, o apoio financeiro veio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), utilizando recursos provenientes das medidas compensatórias determinadas pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF – RJ.

Esses fundos permitiram não só implantar um Estaleiro – Escola na Ilha do Fundão

A formação visa fortalecer comunidades pesqueiras

O objetivo final é garantir que as atividades econômicas dessas populações sejam sustentáveis diante da pressão ambiental e urbana sobre toda essa região.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!