Lesão de Neymar na Panturrilha gera apreensão na Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo

Lesão na Panturrilha Preocupa Seleção Brasileira Antes da Copa do Mundo
A lesão muscular de grau 2 na panturrilha de Neymar gerou preocupação na Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo. Na quinta-feira (28/5), o médico da equipe, Rodrigo Lasmar, anunciou que o atacante ficará afastado das atividades por algumas semanas.
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Para entender melhor a situação, o portal LeoDias consultou os fisioterapeutas Caio Bevilaqua, especialista em prevenção de lesões em atletas profissionais, e Renata de Oliveira, especialista em osteopatia.
Segundo Caio Bevilaqua, o tempo de recuperação depende da área afetada da panturrilha e do nível da lesão identificado nos exames. “Para determinar um prognóstico ideal de retorno, é necessário saber exatamente qual região foi atingida. O exame de imagem, especialmente a ressonância magnética, é fundamental para identificar o local da lesão.
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Se houver lesão estrutural em áreas mais críticas da panturrilha, como aponeurose central ou transição miotendínea, o tempo de recuperação pode ultrapassar 4 a 6 semanas”, explicou.
Risco de Reincidência e Impacto no Desempenho
O especialista também destacou o alto índice de reincidência desse tipo de lesão, especialmente em atletas acima dos 30 anos. “A panturrilha é um dos músculos com maior taxa de recidiva, principalmente em atletas mais velhos”, ressaltou. Renata de Oliveira, por sua vez, enfatizou que, embora não seja a lesão mais grave, a lesão de grau dois exige atenção, pois afeta movimentos essenciais no futebol.
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“Uma lesão grau dois representa uma ruptura parcial das fibras musculares, com dor intensa e perda funcional. Para atletas de alto rendimento como Neymar, isso é ainda mais relevante, já que a panturrilha é crucial para explosão, aceleração, salto e mudanças rápidas de direção”, afirmou Renata.
Os especialistas explicaram que os sintomas geralmente aparecem de forma imediata durante treinos ou partidas, causando dores intensas e limitações físicas.
Previsão de Recuperação e Tratamento
A previsão de recuperação entre duas e três semanas divulgada pela Seleção foi considerada otimista pelos especialistas. “Esse prazo é extremamente otimista. Para garantir isso, a equipe responsável precisa ter certeza de que se trata de uma lesão de baixa severidade.
Atletas engajados e disciplinados normalmente evoluem melhor, mas lesões mais severas demandam mais tempo para recuperação”, comentou Caio Bevilaqua.
Durante o processo de recuperação, Neymar deverá passar por diferentes etapas de tratamento e fortalecimento muscular. “As lesões musculares costumam seguir algumas fases: Fase 1: Proteção e controle da dor (0 – 7 dias); Fase 2: Mobilização progressiva (1 – 2 semanas); Fase 3: Fortalecimento e controle motor (2 – 3 semanas); Fase 4: Atividades esportivas específicas (3 – 4 semanas)”, detalhou Caio.
Riscos de Retorno Precoce
Os especialistas alertaram sobre os riscos de um retorno antecipado do atleta devido à proximidade da Copa do Mundo. “As lesões musculares são as mais difíceis de reabilitar no esporte. É um verdadeiro quebra-cabeça que exige critério baseado em dados para uma progressão segura”, afirmou Caio.
Renata reforçou que o retorno precoce aumenta a chance de nova ruptura muscular, e a decisão deve considerar não apenas a ausência de dor, mas também testes físicos e exames de imagem.
A panturrilha é fundamental para o estilo de jogo de Neymar, especialmente em ações que exigem velocidade e explosão. “Ela está diretamente ligada aos movimentos de potência e às altas velocidades exigidas no futebol moderno”, explicou Caio.
Renata complementou que qualquer déficit nessa musculatura pode impactar diretamente o desempenho técnico e físico do atleta.
Histórico de Lesões e Impactos na Temporada
Outro fator preocupante é o histórico recente de problemas musculares do jogador, considerado um dos principais riscos para novas lesões. “O histórico de lesão é o principal fator de risco não modificável. Lesões recorrentes alteram a arquitetura muscular ao longo do tempo e podem levar a novas lesões em diferentes regiões do corpo”, disse Caio.
Renata finalizou alertando para os impactos que uma nova recaída poderia trazer para a sequência da temporada. “O maior risco é uma recidiva da lesão, que normalmente é mais grave e exige um tempo de recuperação maior. Além disso, o atleta pode desenvolver compensações musculares, comprometendo seu desempenho e longevidade esportiva”, concluiu.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



