Leilão do Superterminal de Contêineres em Santos pode ser judicializado por empresas de navegação

Empresas de navegação, como MSC e Maersk, consideram judicializar o leilão do superterminal de contêineres no Porto de Santos após restrições do TCU.

10/12/2025 04:35

3 min

Leilão do Superterminal de Contêineres em Santos pode ser judicializado por empresas de navegação
(Imagem de reprodução da internet).

Leilão do Superterminal de Contêineres no Porto de Santos Pode Ir à Justiça

Empresas de navegação estão considerando judicializar o leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP). Essa movimentação surge após o TCU (Tribunal de Contas da União) recomendar restrições ao certame. A modelagem do leilão, que já contava com o apoio do Ministério de Portos e Aeroportos, enfrentou críticas.

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O modelo proposto previa um leilão em duas fases, com a exclusão dos atuais operadores de terminais na primeira etapa. Contudo, a decisão do TCU impõe barreiras adicionais, restringindo a participação de diversas companhias de navegação. Isso impede a entrada de grandes players do setor, como a suíça MSC e a dinamarquesa Maersk.

Reações das Empresas

Patrício Junior, diretor de investimentos da TIL, subsidiária da MSC, expressou sua expectativa de que o governo não acate a recomendação do TCU. Segundo ele, as restrições contrariam o interesse público, defendendo que a abertura para competidores globais é essencial.

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Ele afirmou que a TIL continuará lutando para garantir a participação irrestrita das empresas no leilão do Tecon Santos 10. “Se nada der certo, vamos à justiça”, declarou. A Maersk, por sua vez, já possui uma ação judicial em andamento, questionando a falta de uma nova audiência pública após a proposta de restrições pela Antaq.

Posicionamento da Maersk e da Logística Brasil

A Maersk argumenta que a recomendação do TCU fere princípios constitucionais, comprometendo a segurança jurídica e diminuindo o potencial do leilão. A empresa destaca que vetar a participação de companhias com experiência internacional vai contra estudos técnicos realizados por órgãos do governo brasileiro.

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A Logística Brasil, que representa usuários dos portos e do transporte, também considera a possibilidade de judicializar o leilão. André de Seixas, presidente da associação, criticou a decisão do TCU, que ampliou as restrições a todas as companhias de navegação.

Ele afirmou que a situação será avaliada e que, se necessário, a associação entrará com um processo judicial.

Contexto e Análises Técnicas

Antes da decisão do TCU, a área técnica do tribunal havia emitido um parecer que questionava as restrições propostas pela Antaq e pelo Ministério de Portos e Aeroportos, alegando falta de evidências técnicas. Além disso, um parecer da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda recomendou que o leilão fosse realizado com exigências de desinvestimento para empresas já operando no porto.

O debate em torno do leilão do novo superterminal de contêineres em Santos continua, com diferentes opiniões e possíveis desdobramentos jurídicos à vista.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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