Kushner encerra conversas em Jerusalém sem avanços no cessar-fogo entre Israel e Hamas

Na segunda – feira, 17 de janeiro de 2026, Jared Kushner, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou uma nova rodada de conversas sem avanços significativos em relação ao plano de cessar – fogo para a Faixa de Gaza. As reuniões ocorreram em meio a tensões entre Israel e o Hamas, e duraram mais de quatro horas com o primeiro – ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.
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No dia anterior, Kushner havia se encontrado com Khalil Al – Hayya, líder político do Hamas, no Egito.
Ainda que as discussões tenham ocorrido, as duas partes mantiveram suas principais exigências. Israel continua a exigir o desarmamento total do Hamas antes da retirada de suas forças da região. Por outro lado, o grupo palestino demanda um cessar – fogo imediato, a suspensão dos ataques israelenses e a retirada das tropas antes de considerar entregar suas armas.
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Reuniões e exigências entre as partes
Após o encontro com Netanyahu, um representante do Conselho da Paz — apoiado pelos EUA para implementar o plano de Trump — afirmou que não haverá qualquer reposicionamento das Forças de Defesa de Israel na Faixa de Gaza até que o Hamas esteja completamente desarmado e o território desmilitarizado.
Essa exigência inclui a eliminação tanto das armas leves quanto pesadas e dos túneis utilizados pelo grupo.
Netanyahu reiterou que Israel continuará operando em Gaza conforme necessário para garantir sua segurança. Ele deixou claro que as forças israelenses manterão o direito à defesa caso haja novos ataques ou tentativas de rearmamento por parte do Hamas.
Durante essa conversa, Kushner sugeriu que o grupo poderia iniciar a entrega voluntária das armas nos próximos 60 a 90 dias.
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Divergências sobre ordem e condições do acordo
As divergências entre Hamas e Israel são evidentes: enquanto o grupo palestino condiciona seu desarmamento às ações prévias israelenses — como interromper os ataques e retirar suas tropas — o governo Netanyahu vê essa condição como essencial para qualquer movimentação militar em direção à retirada.
Essa falta de consenso tem bloqueado um plano de 15 pontos apresentado pelo Conselho da Paz.
No mês anterior, o Hamas havia demonstrado disposição para aceitar esse roteiro; no entanto, enfatizou que sua implementação dependeria da realização dos compromissos por parte de Israel. Durante as conversas em Jerusalém, Kushner e autoridades americanas concordaram ainda em estabelecer grupos voltados ao desarmamento e a questões sanitárias essenciais como água potável e saúde pública.
Kushner descreveu a reunião com Netanyahu como “muito boa”, destacando que foram abordadas preocupações legítimas por parte do primeiro – ministro sobre segurança e reconstrução na Faixa de Gaza. Mesmo assim, ele expressou desconfiança em relação ao Hamas: “É muito difícil confiar em uma organização terrorista que cometeu atrocidades”.
O próximo passo nas negociações depende agora das ações concretas do grupo palestino.
O encontro em Jerusalém foi o segundo entre Kushner e representantes do Hamas; no mês passado ele havia participado de discussões junto ao enviado americano Steve Witkoff que resultaram em um cessar – fogo temporário e na libertação dos reféns mantidos pelo grupo.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



