Kremlin reprova pressão dos EUA sobre Cuba e defende líderes de Estado em declaração contundente

Kremlin critica pressão dos EUA sobre Cuba
Nesta quinta-feira (21), o Kremlin manifestou sua desaprovação em relação à pressão exercida pelos Estados Unidos sobre Cuba, afirmando que a violência não deve ser utilizada contra líderes de Estado em nenhuma situação. A declaração surge após os EUA anunciarem, na quarta-feira, acusações de assassinato contra o ex-presidente Raúl Castro, intensificando a campanha de pressão contra a ilha.
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A acusação formal contra Castro está relacionada a um incidente ocorrido em 1996, quando duas aeronaves civis da organização de exilados cubano-americanos, conhecida como Irmãos ao Resgate, foram abatidas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, foi citado pela agência RIA Novosti, afirmando: “Acreditamos que a pressão exercida sobre Cuba não pode ser tolerada”.
Peskov também destacou que “sob nenhuma circunstância, tais métodos — métodos de violência — devem ser usados contra ex-chefes de Estado ou chefes de Estado em exercício”, reiterando a posição do Kremlin. A formalização das acusações contra Raúl Castro aumentou as preocupações sobre uma possível operação militar dos EUA em Cuba, semelhante àquela realizada na Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia comentado em março que Cuba “vai cair muito em breve”. Além disso, o secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, expressou publicamente seu desejo de ver uma mudança de regime no país.
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Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



